Evento debate futuro dos negócios na era da IA em Vitória

Encontro reuniu 150 empresários e destacou o valor das conexões humanas nos negócios

Escrito por Redação

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Em um cenário cada vez mais impactado pela inteligência artificial, um encontro realizado em Vitória reuniu empresários e gestores para discutir um ponto que a tecnologia ainda não consegue substituir: as conexões humanas. O Efervescência, evento gratuito realizado na quinta-feira (18), no Clube Saldanha da Gama, promoveu uma imersão sobre inovação, propósito e relacionamento, reunindo cerca de 150 participantes.

A reflexão esteve presente desde a abertura da programação. Criador do Efervescência e especialista em live marketing, Rafael Phoca compartilhou uma experiência vivida durante uma viagem de negócios a Atenas. Ao relatar a ajuda inesperada de um segurança na escolha de vinhos em um supermercado, ele usou a história para destacar o valor da autenticidade em tempos de automação.

“Como faremos para sermos insubstituíveis quando a palavra que mais nos atormenta é substituição? A resposta é simples: ser autêntico é ser humano”, afirmou.

Experiências acima dos algoritmos

O debate ganhou uma perspectiva internacional com a participação de Tim Leberecht, fundador da House of Beautiful Business. Em sua palestra, ele defendeu que a transformação das pessoas acontece mais pelas experiências compartilhadas do que pelo simples acesso a informações.

Segundo Leberecht, “as pessoas não mudam apenas porque são expostas a fatos e números. Elas mudam por meio de emoções compartilhadas e experiências”.

A discussão sobre o papel das relações humanas no ambiente de negócios também apareceu nos cases apresentados ao longo do evento. As palestras foram mediadas por Wilson Ferreira Júnior, presidente do Conselho da Associação de Marketing Promocional (Ampro).

Cases capixabas

Entre os exemplos apresentados esteve o da Pettrus. A CEO da empresa, Ednara Alcantara, destacou a importância de construir uma marca conectada a valores e propósito.

“Não é vender um produto, é vender nossa visão de mundo”, afirmou.

Segundo a empresária, propósito, sustentabilidade e relacionamento foram fatores importantes para transformar a empresa do setor de rochas ornamentais em uma marca reconhecida internacionalmente.

Outro case apresentado foi o da High Company. Juliano Pinto falou sobre a construção da comunidade em torno da marca capixaba de streetwear, que reúne referências ligadas à moda, música e skate.

“O segredo do sucesso da High é pensar além da caixa. Entender que esse público tem ambições, desejos e vontades, e que a marca pode construir uma história relevante para ele”, destacou.

Networking e experiências

Além das palestras, o Efervescência apostou em experiências para estimular a interação entre os participantes. A programação incluiu clube do vinil, degustação de chá-espumante sem álcool, atividades com realidade aumentada e uma ação surpresa com jogadores de basquete.

Encerrado ao pôr do sol com um happy hour voltado ao networking, o evento reforçou uma mensagem comum entre os participantes e palestrantes: mesmo diante dos avanços da inteligência artificial, as relações humanas continuam sendo um diferencial para pessoas, marcas e negócios.

A ideia foi resumida por Rafael Phoca ao defender que o caminho para o futuro passa por uma aposta simples: “Apostar que o futuro é humano”.

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