O governo federal e instituições financeiras devem colocar em prática, nos primeiros dias de maio, uma nova etapa do programa de renegociação de débitos, apelidada de Desenrola 2.0. A iniciativa deve priorizar famílias de baixa renda e consumidores com contas em atraso há mais tempo.
A previsão é que o programa fique disponível por cerca de quatro meses, com adesão gradual em plataformas digitais e também nas agências bancárias.
Segundo informações confirmadas pelo SBT News, o governo trabalha para anunciar a nova fase durante as comemorações do Dia do Trabalhador, em 1º de maio.
Apesar disso, a liberação das renegociações não deve ocorrer de forma simultânea em todos os bancos. A expectativa do setor financeiro é que a oferta seja implementada aos poucos ao longo dos primeiros dias do mês.
Como deve funcionar
A proposta em discussão prevê reunir todas as dívidas vinculadas a um CPF em uma única operação de crédito para facilitar a quitação dos débitos.
O modelo também deve oferecer descontos de acordo com a faixa de renda do consumidor e contar com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO), mecanismo que pode reduzir o risco para os bancos e, consequentemente, diminuir os juros cobrados.
Descontos podem chegar a 90%
De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa deve incluir abatimentos de até 90% para dívidas como:
- cartão de crédito
- cheque especial
- crédito pessoal
O objetivo do governo é reduzir a inadimplência, ampliar o acesso ao crédito e aliviar o orçamento de famílias endividadas.
* Com informações do SBT NEWS


