O assassinato do empresário Wallace Lovato, um caso de grande repercussão no Espírito Santo, completou um ano nesta terça-feira (9). Wallace foi morto a tiros em frente à empresa onde trabalhava, na Praia da Costa, em Vila Velha, no dia 9 de junho de 2025.
Ao longo das investigações, cinco pessoas foram apontadas como envolvidas no crime. Quatro delas estão presas e deverão ser levadas a julgamento popular. A data do júri ainda não foi definida. Um dos suspeitos, porém, continua foragido.
O que motivou o crime
Segundo as investigações, o plano para matar Wallace teria sido elaborado por Bruno Valadares, que trabalhava na empresa da vítima e ocupava o cargo de diretor financeiro.
De acordo com a apuração, ele teria desviado milhões de reais da empresa ao longo dos anos. Os recursos, segundo a investigação, eram usados para manter um padrão de vida de luxo, incluindo a compra de imóveis, veículos, joias, ouro e viagens internacionais.
As movimentações financeiras consideradas suspeitas começaram a ser identificadas em 2023. O valor total dos desvios ainda é apurado, mas já ultrapassava R$ 9 milhões quando o caso foi apresentado pela polícia. A suspeita é que Wallace tenha descoberto as irregularidades após contratar uma auditoria para analisar as finanças da empresa.
Planejamento começou meses antes
As investigações apontam que o planejamento do assassinato teve início ainda em 2023, quando surgiram as primeiras desconfianças sobre os desvios financeiros. Segundo o delegado Daniel Fortes, responsável pelo caso na época, a intenção era impedir que Wallace levasse adiante as descobertas sobre a movimentação do dinheiro.
A investigação concluiu que o grupo se organizou com antecedência, utilizando veículos com placas clonadas e definindo rotas para facilitar a fuga após o crime.
Como aconteceu
Nos dias que antecederam o assassinato, os envolvidos viajaram para o Espírito Santo para monitorar a rotina da vítima e preparar os detalhes da ação.
Na manhã de 9 de junho de 2025, os suspeitos seguiram para a empresa de Wallace e permaneceram na região aguardando sua chegada. No fim da tarde, quando ele deixava o local, foi atingido por um disparo na cabeça.
Após o crime, os envolvidos fugiram utilizando veículos clonados. Durante o trajeto, roupas, armas e placas falsas teriam sido descartadas para dificultar a identificação.
Prisões e buscas
Com auxílio do sistema de monitoramento por câmeras e leitores de placas utilizado pelo Governo do Estado, os investigadores conseguiram rastrear os veículos usados na fuga e identificar os envolvidos.
Nos dias seguintes ao crime, Arthur Laudevino foi localizado em Minas Gerais, Arthur Neves foi preso na Paraíba e Eferson Ferreira Alves se apresentou às autoridades em Vila Velha.
Bruno Valadares também foi preso no Espírito Santo.

Situação dos envolvidos
Atualmente, a situação dos suspeitos é a seguinte:
- Bruno Valadares, apontado como mandante: preso;
- Bruno Nunes da Silva, apontado como intermediário: foragido;
- Arthur Laudevino, motorista e apoio logístico: preso;
- Arthur Neves, apontado como autor dos disparos: preso;
- Eferson Ferreira Alves, que teria participado da preparação da ação: preso.
Com a conclusão das investigações, os quatro presos deverão ser submetidos a júri popular. Enquanto isso, as buscas por Bruno Nunes continuam. Segundo os investigadores, ele é considerado uma peça importante para o esclarecimento completo do caso e há suspeitas de que possa estar circulando entre os estados da Bahia e Minas Gerais.


