Uma família do Espírito Santo perdeu cerca de R$ 397 mil após cair em um golpe durante a compra de uma caminhonete. Criminosos se passaram por vendedores e desviaram o dinheiro para diversas contas.
De acordo com o delegado Erick Lopes Esteves, titular das Delegacias de Polícia de Jaguaré e Vila Valério, a vítima encontrou um anúncio de venda de um veículo na internet e entrou em contato com o suposto vendedor. O suspeito alegou possuir uma carta de crédito e disse estar disposto a negociar.
Ainda segundo o delegado, o criminoso indicou um “corretor de confiança”, supostamente ligado a uma corretora conhecida, para intermediar a transação e dar aparência de legalidade ao negócio. No entanto, o golpista havia clonado o telefone de um corretor verdadeiro, que entrou em contato com a vítima apresentando documentos aparentemente legítimos.
“Quando a vítima entrou em contato, o veículo já havia sido vendido. O estelionatário então deixou a vítima à vontade para escolher qualquer outro veículo em qualquer lugar do Brasil. A vítima, por ser moradora do Espírito Santo, procurou uma concessionária em um município vizinho e, com um vendedor de confiança, encontrou o veículo”, explicou o delegado.
O suspeito passou a conduzir as tratativas diretamente com o vendedor, enviou documentação e o veículo chegou a ser faturado. No entanto, não houve transferência de propriedade, apenas a guarda do automóvel com base nas informações repassadas pelo criminoso. Nesse período, o estelionatário também clonou o telefone do vendedor e, usando outro número, voltou a entrar em contato com a vítima.
“Então a vítima se sentiu segura e acabou transferindo os valores para as contas dos estelionatários”, disse o delegado.
As investigações apontam que o grupo criminoso tem base no Rio de Janeiro e teria movimentado cerca de R$ 25 milhões. Durante a operação, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias e bens dos investigados. Um homem, que já possuía um mandado de prisão em aberto, foi preso.
Há suspeitas de que, além de golpes envolvendo a venda de veículos, os investigados também utilizavam empresas de fachada para aplicar fraudes em outras vítimas.
Cerca de R$ 600 mil da família foram recuperados, e a Justiça determinou o bloqueio de valores com o objetivo de ressarcir os prejuízos.


