Festival Tortinha Black promove cultura afro e debate em Vitória

Evento reúne seminário sobre escrita negra e programação gratuita com arte, oficinas e economia criativa na capital capixaba

Escrito por Redação

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Foto: Barbara Bueno

O protagonismo negro e a valorização da ancestralidade ganham destaque no calendário cultural de maio com a 3ª edição do Festival Tortinha Black. Idealizado pelo músico e pesquisador Fábio Carvalho, o projeto amplia seu alcance em 2026, unindo um seminário sobre escrita negra e resistência a um festival voltado ao público infanto-juvenil, com programação gratuita em Vitória.

Realizado pela Ayó Educação e Cultura e Ministério da Cultura e Governo Federal, com patrocínio master da Vale e patrocínio da Banestes por meio da Lei Rouanet (Lei Federal de Incentivo à Cultura), correalização da MANGUERÊ – Ofícios, Cultura e Arte, apoio da OCB, TVE-ES, Sesi Cultura, Sebrae e apoio institucional do Projeto Baleia Jubarte, o festival se consolida como um espaço de formação, vivência e fortalecimento da identidade afro-capixaba, especialmente entre crianças, adolescentes e jovens, com foco na difusão das manifestações de matriz africana.

Pensamento e Resistência: o seminário

A programação começa no dia 21 de maio (quinta-feira), com o seminário “Tortinha Black: Quando a Palavra Vira Quilombo”. O evento propõe uma reflexão sobre a escrita negra como espaço de memória, abrigo e reinvenção.

Participam do debate:

  • Benilda Brito – ativista, pesquisadora e referência nacional em direitos humanos, com atuação em metodologias afrocentradas e políticas de equidade racial.
  • Luciene Carla Francelino – professora e pesquisadora com trajetória voltada à educação antirracista e à valorização das epistemologias negras.
  • Mediação: Noelia Miranda de Araújo – professora, escritora e articuladora de projetos voltados à equidade racial e educação.

O encontro é voltado a professores, estudantes, pesquisadores e ao público interessado em educação antirracista, com entrada gratuita.

Foto: Barbara Bueno

Lazer, formação e economia criativa: o festival

No sábado, 23 de maio, a programação acontece no Parque Baleia Jubarte, na Praça do Papa, com foco na formação de novas gerações por meio da arte, da cultura e do brincar.

O festival reúne múltiplas linguagens e experiências:

  • Apresentações musicais, teatro e dança, dialogando com ancestralidade e expressões contemporâneas
  • Oficinas criativas, como artesanato, turbantes, malabares, dança e a tradicional oficina de pipa, com festival para os participantes
  • Gastronomia e cultura popular, com oficinas de moquequinha e tortinha capixaba
  • Feira de Economia Solidária e Criativa, com espaço para 20 empreendedores locais, fortalecendo a economia cultural e comunitária
  • “A palavra e a arte são nossos quilombos contemporâneos. Com o seminário, trazemos a reflexão para o campo intelectual e, no festival, transformamos isso em vivência prática para as novas gerações”, afirma Fábio Carvalho.

Programação completa

Seminário Tortinha Black: “Quando a Palavra Vira Quilombo”
Data: 21/05/2026 (quinta-feira)
19h – Recepção e boas-vindas
19h30 – Início do seminário
20h30 – Debate com o público

Festival Tortinha Black
Data: 23/05/2026 (sábado)
Local: Parque Baleia Jubarte
Horário: 10h às 19h

Atividades ao longo do dia:

  • Shows musicais
  • Banda de congo mirim
  • Apresentações de teatro e dança
  • Oficinas (pipa, turbantes, malabares, dança urbana e gastronomia)
  • Festival de pipas
  • Feira de economia solidária e criativa

Evento gratuito e com classificação livre.

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