PSD deixa para o último dia definição sobre eleições

Convenção da legenda foi marcada para o último dia do calendário eleitoral. Partido pode apoiar Ferraço, Pazolini ou lançar candidatura própria.

Vinícius Baptista

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Foto: Paulo Hartung, Renzo Vasconcelos e Sérgio Meneguelli

Como em um jogo de xadrez, onde as peças estão no tabuleiro e o jogador espera o movimento do adversário para fazer sua próxima jogada, um dos partidos mais “requisitado” dessas eleições observa tudo disposto a esperar o tempo máximo para dar seu xeque-mate. O PSD marcou sua convenção estadual para o dia 5 de agosto, data limite do calendário eleitoral para a realização oficial desse tipo de encontro.

O assessor de marketing do partido, Geison Uilian, disse que o PSD ainda estuda o local e o horário de sua convenção. Até mesmo Colatina, cidade no Noroeste do Estado governada pelo presidente estadual da sigla, Renzo Vasconcelos, e reduto do deputado estadual e pré-candidato ao Senado pelo PSD, Sérgio Meneguelli, pode sediar o encontro que irá definir os rumos da legenda. “Existe essa possibilidade, mas estamos estudando, afinal, temos filiados do partido que vão formar nossa chapa de estadual e federal que são de todo o Estado, inclusive do Sul. A hora e o local ainda não foram definidos”, informou Uilian.

O desempenho nas últimas eleições, transformou o Partido Social Democrático em uma das legendas mais poderosas da política brasileira. Afinal, o PSD é a sigla que possui o maior número de prefeitos, a maior bancada no Senado e a quarta maior bancada na Câmara Federal. Isso dá ao partido musculatura de protagonista nas articulações para a formação de chapas.

Três possíveis caminhos

Tanto que o partido cogita lançar uma chapa “puro sangue” com o ex-governador Paulo Hartung encabeçando a majoritária e voltando a disputar o governo. As últimas pesquisas mostraram que o nome de Hartung ainda tem um recall alto no Estado e isso “bagunçaria o tabuleiro eleitoral”. Pelo apoio que recebeu na eleição que o levou a vencer a disputa pela prefeitura de Colatina, Renzo teria se comprometido com Meneguelli a lança-lo como candidato ao Senado. E foi exatamente o “fator Meneguelli” que pode ter afastado o PSD da coligação que pretende lançar o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) ao Governo.

Recentemente, Pazolini se aproximou do PL do senador Magno Malta, que pretende lançar a filha Maguinha como candidata ao Senado. A movimentação, fez Renzo, que estava praticamente fechado com Pazolini, voltar a conversar com o governador Ricardo Ferraço (MDB) em busca de um espaço de protagonista na grande frente partidária construída em torno da candidatura do governador à reeleição.

Ou seja, existem três vias para o PSD. E pelo visto, o mercado político capixaba precisará esperar até o dia 5 para ter uma definição sobre os rumos do partido na eleição.

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