A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cariacica, concluiu o inquérito policial que apurava um ataque ocorrido no dia 30 de maio deste ano na localidade conhecida como Morro da Cocada, no bairro Itacibá, em Cariacica. O ataque deixou três pessoas mortas e quatro feridas. Durante o curso do inquérito, foram presos três suspeitos, mas o mandante do crime ainda está foragido.
Os detalhes da investigação foram divulgados em entrevista coletiva nesta terça-feira (06). Segundo a polícia, o crime foi motivado pela disputa pontos de tráfico de drogas entre organizações criminosas rivais.
No dia do crime, um dos suspeitos foi até o local após saber que o líder do tráfico do Morro da Cocada estava participando de uma confraternização familiar no meio da rua. O homem se passou por entregador e sondou a região, para confirmar se o alvo estava mesmo lá. Ele foi embora e repassou as informações para os outros suspeitos, que foram até o morro e atiraram contra todos que estavam no local.
Segundo a polícia, uma das vítimas não tinha nenhum envolvimento com o tráfico e foi morta por engano. As outras duas vítimas eram filhas do líder do tráfico do Morro da Cocada. Ao menos sete pessoas foram baleadas na confusão, entre elas a esposa do alvo e uma outra mulher que estava grávida.
Após o crime, os suspeitos fugiram do morro achando que haviam assassinado o líder do tráfico na região.
Dos quatro suspeitos, três foram presos e um está foragido. Além do crime em questão, o homem que está sendo procurado pela polícia ainda tem quatro mandados de prisão por homicídios. Segundo a polícia, as prisões dos suspeitos foram feitas em locais diferentes, todas em Cariacica.
De acordo com o chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cariacica, delegado Eduardo Khaddour, os quatro suspeitos são do Morro da Caixa D'água, no bairro Oriente, e possuem vasto histórico criminal.
Quem tiver informações que possam ajudar nas investigações pode fazer uma denúncia pelo telefone 181. Não é preciso se identificar.


