Falta de informação limita acesso a recursos para inovação no ES

Conseguir dinheiro para inovar ainda é um desafio para muitas empresas brasileiras

Escrito por Josue de Oliveira

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Encontro de gestores com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Crédito: Luma Pereira

Conseguir dinheiro para inovar ainda é um desafio para muitas empresas brasileiras, principalmente as de médio porte. No Espírito Santo, uma consultoria tem ajudado a mudar esse cenário ao orientar negócios a tirarem projetos do papel e acessarem recursos que, muitas vezes, ficam disponíveis, mas pouco utilizados.

A BButton Ventures atua justamente nesse caminho: organizar ideias, estruturar projetos e conectar empresas a linhas de financiamento com condições mais acessíveis. O foco está em companhias que querem crescer e inovar, mas que não têm equipe ou conhecimento técnico para buscar esse tipo de apoio.

Segundo a empresa, o problema não é falta de dinheiro, mas de informação. “Existe recurso disponível, mas muitas empresas não sabem como acessar ou montar um projeto competitivo. A gente ajuda nesse processo, aumentando as chances de aprovação”, explica o sócio Flavio Aguilar.

Na prática, os projetos estruturados pela consultoria variam de R$ 500 mil a R$ 20 milhões, atendendo desde empresas em fase de crescimento até negócios mais consolidados. Os recursos podem ser usados para melhorar processos, desenvolver novos produtos ou até criar novos modelos de negócio.

A atuação já alcança diferentes setores, como construção civil, educação, moda, saúde e indústria, mostrando que inovar não é algo restrito a grandes empresas ou áreas específicas.

A própria BButton também segue esse modelo: já captou cerca de R$ 4 milhões para projetos internos, usando as mesmas estratégias que aplica aos clientes.

Mesmo com bilhões disponíveis em linhas de financiamento no país, o Espírito Santo ainda aproveita pouco esse potencial. Um exemplo é o crédito da Finep, do qual apenas 3% chegou a empresas capixabas até o ano passado.

Para a consultoria, isso mostra que muitas oportunidades ainda estão sendo perdidas. “Quem consegue se organizar e acessar esses recursos sai na frente. Quem não, acaba deixando boas ideias paradas”, resume Aguilar.

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