
O Espírito Santo pode entrar na disputa global pela produção de semicondutores. O Governo do Estado estuda a possibilidade de receber uma fábrica de chips, projeto que ainda está em fase de negociação e não possui local definido para instalação.
A informação foi divulgada pelo secretário de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional, Jales Cardoso, durante um evento realizado na sede do Grupo SIM/SBT, em Vitória, nesta terça-feira.
Segundo o secretário, o Estado vem ampliando investimentos e estratégias para atrair empresas ligadas à inovação e tecnologia, de olho em setores considerados estratégicos para a economia do futuro.
A possível instalação da fábrica ocorre em um momento em que o Brasil busca reduzir a dependência de chips importados, principalmente de países asiáticos, como China e Taiwan. Os semicondutores são peças essenciais para equipamentos eletrônicos, celulares, carros, computadores e diversos sistemas tecnológicos.
Um dos projetos em desenvolvimento no país é liderado pela Universidade de São Paulo (USP), que aposta em um modelo inovador chamado “Pocket-Fab”. A proposta prevê pequenas fábricas compactas e mais acessíveis, com cerca de 150 metros quadrados, capazes de produzir semicondutores de forma flexível e com possibilidade de expansão para diferentes regiões brasileiras.
A iniciativa busca fortalecer a indústria nacional de tecnologia e criar alternativas para reduzir a vulnerabilidade do país diante de crises globais e da escassez de componentes eletrônicos.
De acordo com Jales Cardoso, o Espírito Santo trabalha para se posicionar como um ambiente atrativo para projetos de inovação, aproveitando o crescimento das áreas de tecnologia, infraestrutura e cidades inteligentes.


