Os sócios da Apex Partners anunciaram que vão recorrer à Justiça para responsabilizar o ex-presidente da companhia, Fernando Antonio Kulnig Cinelli, após a identificação de inconsistências financeiras durante uma apuração interna. A empresa informou que ajuizará uma ação de responsabilidade contra o executivo por suposta gestão temerária e má-fé, além de pedir o bloqueio preventivo de seus bens.
Segundo a Apex, a decisão é resultado de um rigoroso processo de investigação conduzido pela própria empresa, que identificou irregularidades nas contas. Assim que os problemas foram detectados, a companhia afirma ter adotado uma série de medidas para preservar suas operações, incluindo o afastamento imediato de Fernando Cinelli e do então diretor financeiro, Eduardo Siqueira.
Paralelamente, a empresa informou que está contratando uma auditoria externa e independente para dimensionar os impactos das inconsistências, aprofundar a apuração dos fatos e garantir mais segurança aos clientes, investidores, parceiros e demais envolvidos.
A Apex afirmou que manterá o processo com transparência e que sua prioridade é esclarecer integralmente os fatos, preservar a continuidade das operações e proteger a trajetória construída ao longo de 13 anos de atuação.
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A empresa também confirmou que foi comunicada pelo BTG Pactual sobre o encerramento da parceria operacional na área de investimentos financeiros. Segundo a Apex, a decisão foi recebida com tranquilidade e não afeta o atendimento aos clientes.
A companhia ressaltou que os recursos dos investidores permanecem seguros, já que as contas estão custodiadas no BTG Pactual, considerado o maior banco de investimentos da América Latina. Os agentes autônomos continuarão atendendo normalmente durante o período de transição, até a definição de uma nova parceria estratégica para a área de assessoria de investimentos.
Ao final da nota, a Apex reforçou que as investigações seguem em andamento, reiterou que as inconsistências foram identificadas internamente e destacou que todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis estão sendo adotadas para responsabilizar os ex-executivos envolvidos.


