Por que mansão milionária na Prainha ainda não foi vendida?

O casarão na Prainha está sendo vendido por R$ 6,5 milhões

Escrito por Josue de Oliveira
A mansão está sendo vendida por R$ 6,5 milhões na Prainha. Fotos: Divulgação

Há mais de um ano anunciada por R$ 6,5 milhões, uma das mansões mais antigas de Vila Velha continua sem comprador. Construído em 1890, o casarão localizado na Rua Inhoá, no Parque da Prainha, permanece à venda e já recebeu diversas visitas e estudos de viabilidade para diferentes empreendimentos, mas nenhuma negociação foi concluída.

O imóvel pertence a três irmãos que herdaram a propriedade após o falecimento dos pais. Como nenhum deles mora mais no Espírito Santo, a decisão foi colocá-la no mercado. Apesar do tempo à venda, o valor do anúncio permanece o mesmo.

Segundo a imobiliária responsável pela comercialização, o preço funciona apenas como referência. Os proprietários estão abertos a ouvir propostas, mas a negociação depende de fatores que vão além do valor oferecido.

“Não é uma venda comum. A proposta envolve o que será implantado no local, se haverá outros imóveis na negociação e uma série de condições específicas. O valor anunciado é apenas uma referência”, explica Sammir Ginaid, diretor da REMAX Lançamentos.

Por que o casarão ainda não foi vendido?

De acordo com Sammir, o principal motivo é que o imóvel exige um perfil bastante específico de comprador. Diferentemente de uma casa convencional, a mansão demanda uma reforma significativa antes de poder ser utilizada, seja para moradia ou para fins comerciais.

“É um imóvel de uso não tão óbvio. Quem compra ali não chega simplesmente com a mudança. É uma obra importante, e isso acaba filtrando muito o público interessado”, afirma.

O diretor conta que, ao longo do último ano, o casarão despertou o interesse de famílias e empresários. Um dos casos foi o de uma família que tinha condições financeiras para adquirir o imóvel e chegou a se encantar com a propriedade.

“A senhora adorou a casa, mas depois a família desistiu porque considerou a obra muito complexa.” Apesar disso, Sammir afirma que o imóvel continua atraindo investidores que estudam diferentes possibilidades de uso.

“Já tivemos muitas visitas e análises de viabilidade para projetos específicos. Esse tipo de imóvel tem um comprador muito específico. Na hora certa, aparece a pessoa certa.”

Potencial para diferentes empreendimentos

Embora preserve características residenciais, o casarão também desperta interesse para atividades comerciais. A localização privilegiada, no sítio histórico da Prainha, permite a instalação de empreendimentos como clínicas, restaurantes, hotéis boutique, centros culturais ou espaços para eventos, além da possibilidade de continuar sendo uma residência.

Com cerca de 350 metros quadrados de área construída, a casa possui cinco quartos, quatro banheiros, biblioteca, closet, área de serviço, edícula, hall de entrada, sacada, terraço com deck e um amplo jardim. Um dos destaques é a cozinha, que ainda preserva um antigo fogão revestido com azulejos.

O terreno, de 2.960 metros quadrados, também conta com garagem ampla, estacionamento para visitantes e espaço destinado a motocicletas.

A combinação entre o valor histórico, o tamanho do terreno e a localização faz do imóvel uma raridade no mercado capixaba. Ao mesmo tempo, a necessidade de restauração e o alto investimento inicial acabam restringindo o universo de possíveis compradores, o que explica por que, mesmo após mais de um ano à venda, o casarão ainda aguarda um novo proprietário.

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