Com a chegada do inverno, é comum perceber a pele mais seca, áspera e sensível. A combinação de temperaturas mais baixas, baixa umidade do ar e banhos quentes favorece o ressecamento e pode até agravar doenças dermatológicas, como dermatite, psoríase e rosácea.
Segundo a dermatologista Emilly Neves, pequenas mudanças na rotina são suficientes para manter a pele saudável durante a estação mais fria do ano. “Durante o inverno, a umidade do ar costuma diminuir e as temperaturas ficam mais baixas, o que reduz a produção natural de oleosidade da pele. Além disso, é comum tomarmos banhos mais quentes e demorados, que removem parte da camada de proteção da pele e favorecem o ressecamento”, explica.
As regiões que mais sofrem no inverno
Nem todas as partes do corpo são afetadas da mesma forma. De acordo com a especialista, áreas mais expostas ou com menor quantidade de glândulas sebáceas tendem a ressecar com maior facilidade.
Entre elas estão o rosto, lábios, mãos, cotovelos, joelhos, pernas e pés. As mãos exigem atenção especial por causa da lavagem frequente e do uso constante de álcool em gel.
Os primeiros sinais de que a pele precisa de mais cuidados são sensação de repuxamento, descamação, coceira, vermelhidão e aumento da sensibilidade. Em casos mais intensos, podem surgir pequenas fissuras e até inflamações.
Apesar de ser uma das maiores tentações nos dias frios, a água muito quente pode causar danos à pele. “A água muito quente remove os lipídios naturais que formam a barreira de proteção da pele, aumentando a perda de hidratação. O ideal é tomar banhos rápidos, de até dez minutos, com água morna”, orienta Emilly.
Outra dica importante é aplicar o hidratante logo após o banho.
Esse é o melhor momento para hidratar a pele. Ela ainda está levemente úmida, o que facilita a retenção de água e potencializa a ação do hidratante
E qual hidratante escolher?
Durante o inverno, a dermatologista recomenda produtos mais nutritivos, como cremes e bálsamos. Ingredientes como ceramidas, glicerina, ácido hialurônico, manteiga de karité, pantenol e ureia, em concentrações adequadas, ajudam a restaurar a hidratação da pele.
Já quem tem pele oleosa não deve abrir mão do hidratante. “Esse é um mito muito comum. Toda pele precisa de hidratação. A diferença está na escolha do produto. Pessoas com pele oleosa devem optar por hidratantes em gel ou gel-creme, com textura oil-free e não comedogênica.”
Protetor solar continua sendo indispensável
Outro erro frequente é deixar o protetor solar de lado durante o inverno. Segundo Emilly, mesmo nos dias frios ou nublados, a radiação ultravioleta continua presente e pode provocar envelhecimento precoce e aumentar o risco de câncer de pele.
O uso diário do protetor solar deve ser mantido durante todo o ano
Além do ressecamento, o inverno favorece o agravamento de algumas doenças de pele. Entre as mais comuns estão dermatite atópica, eczema, psoríase, dermatite seborreica e rosácea.
Quem sofre com acne ou rosácea também deve adaptar a rotina de cuidados. “Pacientes com rosácea devem reforçar a hidratação e evitar mudanças bruscas de temperatura. Já quem tem acne não deve abandonar a hidratação, apenas escolher produtos específicos para pele oleosa.”
A especialista ainda alerta para outro hábito comum no inverno: diminuir a frequência da lavagem dos cabelos. “Muitas pessoas esquecem que a pele do couro cabeludo também precisa de cuidados. O acúmulo de resíduos pode prejudicar o folículo, causar descamação, desconforto e até favorecer a queda capilar.”
Os principais erros no inverno
- Tomar banhos muito quentes e demorados;
- Esquecer de hidratar a pele;
- Abandonar o protetor solar;
- Utilizar sabonetes muito agressivos;
- Acreditar que apenas quem tem pele seca precisa usar hidratante.
Para manter a pele saudável durante todo o inverno, Emily Neves destaca três cuidados essenciais:
- Prefira banhos rápidos com água morna;
- Hidrate a pele diariamente, principalmente logo após o banho, utilizando um produto adequado ao seu tipo de pele;
- Não deixe de aplicar protetor solar todos os dias.



