Uma confusão durante um voo internacional envolvendo um casal de capixabas terminou com a intervenção da polícia alemã na noite do último sábado (23). À reportagem da TV Sim/SBT, a técnica projetista Pamela Baldan contou que ela e o marido retornavam de férias na Europa e haviam adquirido assentos especiais, com mais espaço. Apesar disso, os cartões de embarque emitidos pela companhia indicavam lugares diferentes dos escolhidos no momento da compra.
Nas imagens gravadas pelo casal dentro da aeronave, uma funcionária de solo da Latam aparece pedindo para que Pamela troque de assento após eles terem se acomodado no local originalmente adquirido. Segundo Pamela, antes do vídeo começar a ser gravado, uma comissária já havia solicitado que ela fosse para um assento comum. A capixaba, porém, recusou, afirmando que havia comprado o assento especial e apresentou os comprovantes.
Ainda de acordo com o casal, antes de se sentarem, eles mostraram aos comissários o erro no cartão de embarque. A equipe teria informado que os dois poderiam ocupar os assentos originais adquiridos e que a situação seria resolvida, já que a aeronave estava lotada. Porém, pouco depois, uma outra passageira apareceu alegando também ter comprado um dos assentos ocupados pelo casal.
“Quando eu cheguei na porta da aeronave em Frankfurt, no retorno para Guarulhos, eu me dei conta de que eles haviam trocado o assento que eu comprei. Comuniquei à comissária de bordo, ela disse que eu poderia me direcionar para o assento que eu comprei, que eles iriam tentar resolver essa situação, visto que a aeronave estava lotada. Só que, em nenhum momento, eles tentaram resolver ou deram uma opção de solução. A todo momento, tanto os comissários de bordo quanto a funcionária que veio do solo pediam para que eu me retirasse”, relatou Pamela.
Ainda segundo a capixaba, quando a funcionária de solo chegou até a aeronave, ela não ofereceu nenhum tipo de ajuda. A mulher acionou a polícia alemã, que foi até o local.
“Desde o primeiro momento, ela era agressiva, solicitando que eu me retirasse do lugar que não era meu, que não era de direito meu, o tempo todo. E que, se eu não me retirasse, ela iria chamar a polícia para me retirar da aeronave”, contou.
Após a chegada da polícia, Pamela afirma que aceitou seguir para o outro assento oferecido pela companhia. Mesmo assim, ela diz ter se sentido humilhada com toda a situação.
“Eu me senti humilhada naquele momento, em especial diante daqueles passageiros ali, pois ela, a todo momento, colocava eu e meu marido contra aqueles passageiros, dizendo que, se a aeronave ou o voo estava atrasado, era culpa nossa. Então, me senti humilhada e com muito medo no momento em que os policiais chegaram, porque eu não conhecia as leis do país. Desconhecia as leis do país e, até certo ponto, achei que eles poderiam mesmo me retirar da aeronave e eu ter que ficar ali. Eu não sou fluente em inglês, muito menos em alemão, e tive medo da situação”, afirmou.
A reportagem entrou em contato com a Latam para um posicionamento em relação ao caso. Assim que houver retorno, este texto será atualizado.


