Quinze dias após o desaparecimento do engenheiro Nícholas Faé de Moura Brasil, de 37 anos, a família intensificou as buscas e cobra uma atuação mais efetiva das autoridades. Desde o dia 2 de abril, quando ele foi visto pela última vez em Vila Velha, não há qualquer confirmação sobre o paradeiro.
Nícholas desapareceu no dia 2, por volta das 13h, após sair de uma igreja em Jardim Colorado e seguir de carro de aplicativo até a Barra do Jucu, nas proximidades de um castelo conhecido. Desde então, não houve mais contato.
Família lidera buscas
Sem respostas, familiares e amigos têm feito buscas por conta própria. Eles percorrem a região, distribuem cartazes e conversam com moradores em busca de pistas.
A irmã, Flávia Faé, afirma que todas as informações recebidas até agora foram verificadas. “Já são 15 dias de busca pelo meu irmão, e seguimos checando cada pista, mas até agora nenhuma levou até ele”.
Flávia também pede ajuda de moradores da região onde ele foi visto pela última vez, especialmente para acesso a imagens de câmeras de segurança.
A mãe também cobra uma atuação mais ativa nas buscas e afirma que, até agora, a maior parte das informações e imagens foi levantada pela própria família.
Como a polícia atua nesses casos
A Polícia Civil informa que, em casos de desaparecimento, a investigação começa assim que a ocorrência é registrada. O delegado Tarcísio Otoni explica que “não há necessidade de aguardar 24 horas”, e que as diligências são iniciadas de imediato.
O titular afirma que o trabalho envolve entrevistas com familiares, levantamento da rotina, análise de vínculos e diligências em campo, além do uso de sistemas policiais e tecnologias de investigação.
Imagens e diligências
A corporação destaca que a análise de imagens de câmeras públicas e privadas é uma das principais ferramentas nesse tipo de investigação.
As buscas são direcionadas com base nas informações reunidas, priorizando locais onde a pessoa foi vista por último e áreas ligadas à sua rotina.
O que já se sabe
Antes de desaparecer, Nícholas teria deixado uma mensagem de despedida, o que aumentou a preocupação da família. Ele saiu de casa sem celular, sem documentos e apenas com a roupa do corpo.
Imagens já analisadas ajudaram a confirmar o trajeto até o ponto onde ele desembarcou do carro de aplicativo.
Como ajudar
Informações que possam contribuir com as buscas podem ser repassadas de forma sigilosa pelo Disque-Denúncia 181 ou pelo site disquedenuncia181.es.gov.br.
A família também disponibilizou contatos diretos: (27) 99667-4545, com Victor, e (27) 98156-7552, com Flávia.
As investigações seguem em andamento, mas, até o momento, o engenheiro ainda não foi localizado.


