Inovação
Coluna Inovação | Como a gente vivia sem isso?
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Evandro Milet

Evandro Milet é consultor, palestrante e articulista sobre tendências e estratégias para negócios inovadores. Possui Mestrado em Informática(PUC/RJ) e MBA em Administração(FGV/RJ). É Conselheiro de Administração pelo IBGC, Membro da Academia Brasileira da Qualidade-ABQ, Membro do Conselho de Curadores do Ibef/ES e membro do Conselho de Política Industrial e Inovação da Findes. Foi Presidente da Dataprev, Diretor da Finep e do Sebrae/ES, Conselheiro do Serpro e Banestes. Tem extensa atuação como empresário, executivo e consultor em inovação, estratégia, gestão e qualidade, além de investidor e mentor de startups, principalmente deeptechs. Tem participação em programas de rádio e TV sobre inovação. É atualmente Presidente do Cdmec-Centro Capixaba de Desenvolvimento Metal-Mecânico.
O tempo agora é da robótica e da inteligência artificial. Foto: Reprodução
O tempo agora é da robótica e da inteligência artificial. Foto: Reprodução

Em 1997 o supercomputador Deep Blue da IBM derrotou o campeão mundial de xadrez Gary Kasparov. Especialistas em Inteligência Artificial e robótica calculam que em cinco anos um robô derrotará o Djokovic, ou muito provavelmente quem estiver no lugar dele como grande campeão de tênis. Vídeos na internet mostram robôs fazendo piruetas e dando saltos mortais para trás. Não será complicado segurar uma raquete e rebater a bolinha. Difícil será aguentar um saque dele. Jogar futebol será outro patamar tecnológico, pelo contato e com mais jogadores, mas um dia eles chegam lá. Atletismo é mole. Usain RoBolt baterá recordes. As próximas guerras – infelizmente elas sempre acontecem – serão com soldados robôs, o que poupa o desgaste político de enviar jovens para a frente de batalha, além de poderem operar 24h. Pilotos já foram trocados por drones com precisão de tiro muito superior aos humanos.

Em 1965, Gordon Moore, um dos fundadores da Intel, previu que a capacidade dos chips dobraria a cada dois anos. A Lei de Moore, como ficou conhecida, vale até hoje ou fica perto. Sessenta anos depois a capacidade terá dobrado 30 vezes.

2 elevado a 30 = 1.073.741.824 é o que deve ter aumentado a capacidade de um chip nesse período. Isso permite alta velocidade, alta capacidade de armazenamento e comunicação e uma miniaturização absurda. E o preço cai junto. Com isso os antigos CPDs das empresas foram para a nuvem, o big data se viabilizou com aplicações antes impossíveis, sensores puderam ser colocados sem fios ou cabos e os computadores adquiriram visão computacional.

A internet, a partir da década de 1990, espalhou o acesso aos dados pelo mundo e criou ou disseminou as maravilhas dos buscadores como o Google, o pacote Office, o Google Maps, as redes sociais, os tradutores, o ecommerce, e tudo foi parar no nosso bolso.

O tempo agora é da robótica e da inteligência artificial. A evolução da mecânica em paralelo com a eletrônica mudou as indústrias, criou as cirurgias robóticas e os exoesqueletos. A nova promessa prestes a se cumprir inclui os robôs humanoides, domésticos ou empresariais, obedecendo às nossas ordens ou carregando caixas.

A velocidade inédita e surpreendente até mesmo para os especialistas em IA, com que o ChatGPT se espalhou, abriu uma nova etapa nessa corrida alucinante da tecnologia. O Google responde às nossas perguntas listando sites ranqueados – isso já era. Queremos agora as respostas prontas e conversadas. Temos ao nosso lado um personal assessor inteligente para adiantar o trabalho e aumentar a produtividade.

Desemprego? Provavelmente para aqueles que não souberem trabalhar com IA ou com robôs.

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