Durante boa parte da vida, a nutricionista Beatriz Lamper Martinez, de 48 anos, conviveu com crises emocionais, dificuldade de socialização e sensação constante de inadequação. Era tratada para depressão e ansiedade desde 2013, mas sem resultado duradouro. Só em setembro do ano passado recebeu o diagnóstico que explicaria sua trajetória: transtorno do espectro autista (TEA), nível 1 de suporte, popularmente conhecido como autismo leve.
A descoberta só aconteceu após o convívio com o pai de uma criança autista. As semelhanças entre os relatos sobre o transtorno e as próprias experiências a levaram a procurar ajuda especializada. “Muda medicação, aumenta medicação, mas eu nunca ficava estável”, relatou Beatriz à Agência Brasil. O diagnóstico, segundo ela, foi uma libertação. “Antes, eu achava que era uma recaída. Hoje, sei que estou tendo uma crise. Preciso descansar, ficar quieta, dormir. E, com isso, vou melhorar.”


