Com o enredo “Arreda, homem, que aí vem mulher”, a Unidos de Jucutuquara pediu passagem no Sambão do Povo e foi a terceira escola a desfilar nesta sexta-feira (6).
Uma das agremiações mais tradicionais e vitoriosas do Carnaval Capixaba, a Jucutuquara levou para a avenida uma narrativa potente, centrada na figura de Maria Padilha, entidade das tradições afro-brasileiras cultuada como pombagira das encruzilhadas.
A apresentação exaltou Maria Padilha como uma força ancestral que atravessa tempos, territórios e imaginários, conectando espiritualidade, cultura popular e memória coletiva. O desfile também propôs uma reflexão sobre o poder feminino, valorizando mulheres que rompem silêncios, ocupam espaços e constroem suas próprias trajetórias.

Com fantasias em preto e vermelho, a comissão de frente marcou a entrada da escola na avenida com uma coreografia vibrante e muitas gargalhadas.

A coruja, símbolo da agremiação, esteve presente na primeira alegoria, com movimentos na cabeça e nas asas, chamando a atenção pela riqueza de detalhes.
Inspirado no jogo de cartas do cabaré Jucutuquara, o segundo carro alegórico, em tons de dourado e vermelho, trouxe odaras com saias rodadas e flutuantes, acrescentando leveza e encantamento à apresentação.

Já o terceiro carro destacou o Galo da Meia-Noite e apresentou frases em defesa do combate à intolerância religiosa. À frente da bateria Nação, a rainha Fernanda Passon deslumbrou o público em uma fantasia com rosas e plumas pretas.

Neste ano, a Jucutuquara levou para a avenida 1.400 componentes, distribuídos em 19 alas, além de três carros alegóricos e um tripé, enchendo o Sambão do Povo de cores, movimento e brilho.



