Seleção decepciona, sente altitude e perde para a Bolívia

Miguelito. Marcou o gol que levou a Bolívia à repescagem.

Escrito por R7

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Miguelito marca de pênalti na derrota do Brasil para a Bolívia/Conmebol

O Brasil pagou o preço por ter quatro treinadores nas Eliminatórias da Copa. A derrota de 1×0 diante da Bolívia nessa terça-feira (9), em gol de pênalti cobrado por Miguelito, selou a péssima campanha: 8 vitórias, 4 empates e 6 derrotas. Experiências de Ancelotti fracassaram em El Alto. Na coletiva, o técnico foi monossilábico.

A derrota para a Bolívia em El Alto, foi decepcionante, mas tem explicações óbvias. A altitude de 4.150 metros foi fundamental. Assim como o total desentrosamento do time de Ancelotti, que desejava fazer testes. Foram oito trocas em relação à equipe que venceu o Chile, por 3 a 0, no Maracanã.

Alisson, Vitinho, Fabrício Bruno, Alex e Caio Henrique; Andrey Santos, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Luiz Henrique, Samuel Lino e Richarlison começaram a partida. “Não viemos testar jogadores. Viemos jogar para ganhar”, tentou disfarçar o treinador, antes da partida. Só que ele desejava ver Fabrício Bruno, Caio Henrique, Andrey Santos, Lucas Paquetá, Luiz Henrique, Samuel Lino e Richarlison. Vitinho entrou ‘de última hora’ com a contusão de Wesley.

O Brasil foi dominado pela Bolívia, que lutava, e conseguiu, disputar a repescagem para o Mundial. Se sobressaiu a postura agressiva dos andinos diante dos brasileiros, com alguns jogadores como Samuel Lino e Luiz Henrique com dificuldade para correr, pelo ar rarefeito. Foram 21 arremates dos bolivianos contra apenas dez dos brasileiros.

Gol de Miguelito bem cobrado no canto de Alison/Reprodução

O gol veio em um pênalti infantil, irresponsável, de Bruno Guimarães no lateral Roberto, aos 46 minutos do primeiro tempo. Dividida dentro da área na qual o meio-campista acertou o boliviano, de propósito. Miguelito bateu forte, Alisson ainda tocou na bola, mas ela entrou. 1 a 0, Bolívia, com justiça. O boliviano é jogador do Santos, mas atua, emprestado, no América Mineiro.

No segundo tempo, Ancelotti fez cinco alterações, mas o Brasil não ameaçou a vitória da Bolívia. A coletiva de Ancelotti foi deprimente. Com o técnico irritado não querendo se aprofundar nas respostas, sendo o mais superficial possível.

A bem da verdade, o técnico italiano também se comportava dessa maneira quando os clubes que treinava na Europa perdiam os jogos. “De positivo no jogo de hoje, vi o esforço do time, dos jogadores, porque é muito difícil jogar aqui. Isso já se sabia. Os jogadores fizeram um esforço tremendo, o jogo foi muito complicado, difícil. Pelo componente técnico, pelo componente físico.”

Ancelotti sofreu sua primeira derrota. Testes fracassaram diante da Bolívia. A altitude foi fundamental. Brasil jogou muito mal
Rafael Ribeiro/CBF

Sobre as mudanças, ele seguiu sem explicações claras. E muito menos quis falar sobre quem conseguiu aproveitar a chance. “Queria dar minutos a todos porque trabalharam bem na semana, jogaram bem contra Chile. Queria usar essa partida para os jogadores que trabalharam bem.”

Os jornalistas brasileiros que foram até a Bolívia não esperavam a postura irritadiça de Ancelotti. E não o contestaram. Apenas ouviram suas respostas vagas. Dentro do campo, Raphinha deu sua explicação para a derrota.

“A partir do momento que te colocam para jogar a 4 mil metros de altitude para ganhar o jogo desfavorece as outras seleções. O jogo estava equilibrado, o árbitro achou um pênalti no primeiro tempo.”

Êxito

Ancelotti garantiu que o Brasil fará uma Copa do Mundo ‘com êxito’. “Pelo que equipe fez nos jogos, tenho máxima confiança no time em fazer Mundial com êxito, lutar todos os jogos. Jogo de hoje foi muito especial em todos os sentidos. VAR deu pênalti…. Coisas que podem melhorar.” O técnico ficou muito nervoso com o pênalti marcado. Ao final do primeiro tempo foi cobrar o árbitro Cristián Garay.

E também acompanhou o absurdo de as bolas da partida sumirem. Outras serem murchas. E algumas atiradas em pleno jogo, para que o confronto fosse paralisado.

“Futebol um pouco diferente do que se passa no campo de jogo. Há oficiais que têm que controlar isso. Não jogadores, treinadores, presidente.”

O presidente da CBF, Samir Xaud, classificou o que aconteceu fora do gramado como ‘uma várzea’ e prometeu se queixar à Fifa. Há a certeza do retorno de Vinicius Júnior e Casemiro para as novas convocações. E, provavelmente, Neymar. O Brasil fará amistosos contra a Coreia do Sul, dia 10 de outubro, e Japão, dia 14, em Tóquio.

Perguntado sobre a chance da conquista do hexa nos Estados Unidos, Ancelotti foi muito otimista. “Esse é o objetivo (vencer o hexa). “Penso que estaremos bem no Mundial.” O italiano deixou a sala de imprensa de El Alto irritadíssimo.

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