Golpe do ‘Pix errado’: saiba como os criminosos agem e veja como se prevenir
Mariana Cicilioti

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A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) fez um alerta sobre o golpe do Pix errado, em que os criminosos utilizam o MED (Mecanismo Especial de Devolução) para roubar dinheiro de contas bancárias. A ferramenta, criada pelo Banco Central em 2021, permite que o usuário solicite a devolução do valor transferido em caso de golpe ou falha no sistema dos bancos.

Entenda como funciona o golpe

  • O golpista descobre o número de celular da vítima a partir de pesquisas em redes sociais ou cadastros preenchidos pelo usuário em sites.
  • Em seguida, insere o número no aplicativo do banco para identificar se é uma chave Pix.
  • Após validar a chave, o criminoso envia uma transferência para a conta bancária vinculada ao número.
  • Depois, entra em contato com a vítima e afirma que fez um Pix errado e pede a devolução do valor
  • Se a vítima concordar em devolver o valor, o golpista oferece uma chave Pix de uma terceira conta.
  • Em seguida, aciona o MED (Mecanismo Especial de Devolução). Segundo a Febraban, a partir da solicitação, as instituições entendem que a ação é típica de golpe e pedem a retirada do dinheiro do saldo da conta da pessoa que recebeu o golpe.
  • Se a solicitação for aceita, o criminoso recebe o recurso do MED, além da transferência feita pela vítima.

Saiba como evitar

A Febraban explica que, ao receber um Pix por engano, o usuário deve observar a conta bancária do remetente e enviar o estorno apenas para a chave Pix da conta original. Caso receba uma solicitação de envio para terceiros, é recomendado não fazer a transferência em nenhuma hipótese.

Para devolver uma transferência errada, é preciso entrar na área Pix do aplicativo do banco, acessar a área de Extratos e clicar em “Devolver”. A quantia irá retornar à conta original de forma automática. A Febraban reforça que a operação de estorno seja feita apenas pela ferramenta de devolução do aplicativo da instituição financeira.

A exposição de dados pessoais na internet e nas redes sociais é outro alerta feito pela federação. É recomendado ficar atento a mensagens com links suspeitos, cadastros em sites inseguros e e-mails com supostas promoções.

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