O Carnaval capixaba está de luto. Morreu nesta quarta-feira (5), aos 52 anos, Anderson Amorim, conhecido como Lambari, um dos nomes mais marcantes da história da escola de samba Andaraí. Neto de um dos fundadores da agremiação, ele construiu uma trajetória de décadas dedicada à escola, onde atuou como ritmista, diretor de bateria e intérprete.
A morte foi confirmada pela própria Andaraí por meio de uma nota publicada nas redes sociais. Na homenagem, a escola destacou a importância de Lambari para a história da agremiação e do Carnaval do Espírito Santo.
“Demonstrou seu amor pelo nosso pavilhão em incontáveis gestos de dedicação. Desde muito jovem era presença assídua nos barracões de carros e fantasias, sempre pronto a servir onde a escola precisasse”, escreveu a escola.
A Andaraí também prestou solidariedade aos familiares, especialmente aos filhos de Lambari, que hoje integram a bateria da escola e dão continuidade ao legado deixado pelo pai. Como forma de homenagem, a agremiação decretou três dias de luto oficial.

A notícia da morte repercutiu entre integrantes do samba capixaba. Nas redes sociais, dirigentes, componentes e admiradores da folia manifestaram pesar pela perda de um dos nomes mais conhecidos da escola.
Ao longo de sua trajetória, Lambari participou ativamente da construção da história da Andaraí, tornando-se uma referência para diferentes gerações de sambistas. Sua atuação ultrapassou os desfiles na avenida e ficou marcada pelo trabalho nos bastidores, sempre envolvido com a preparação da escola e com o fortalecimento da comunidade.
Nos comentários da publicação, o presidente da Andaraí, Thiago Bandeira, relembrou a trajetória de amizade e a importância de Lambari para diferentes gerações da escola. Segundo ele, o sambista foi um dos responsáveis por ensinar novos ritmistas, organizou torneios esportivos nos bairros da região e também teve papel marcante nas tradicionais quadrilhas juninas.
Thiago destacou ainda o talento de Lambari para exercer diferentes funções dentro da agremiação e afirmou que, apesar de ter se afastado um pouco das atividades nos últimos anos, ele continuava sendo uma pessoa capaz de resolver problemas e deixar sua contribuição.
Mesmo com suas falhas de horários, com suas histórias mal contadas e seus furos, sempre fez tudo com qualidade. Vai com Deus, irmão! Obrigado por tudo!
Até a publicação desta reportagem, as informações sobre velório e sepultamento não haviam sido divulgadas.
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