A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda e o uso de três repelentes de insetos após identificar irregularidades na quantidade do princípio ativo responsável pela proteção contra mosquitos. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (3) no Diário Oficial da União.
Segundo a Anvisa, análises realizadas pelo Instituto Adolfo Lutz (Lacen-SP) apontaram resultados insatisfatórios no ensaio que mede a concentração de DEET, substância utilizada para repelir mosquitos, carrapatos e outros insetos.
O DEET é o ingrediente ativo que impede os insetos de identificarem o odor da pele humana, reduzindo o risco de picadas.
Veja os repelentes proibidos
A interdição cautelar vale para os seguintes produtos e lotes:
- Repelente com filtro solar FPS 30 Above Protec – lote 189952;
- Above Protect Repelente de Insetos – lote 205688;
- Repellere Repelente de Insetos Aerossol – lote 2601001449.
Com a medida, esses produtos não podem ser fabricados, comercializados nem utilizados até a conclusão das investigações.
Medida é temporária
A Anvisa informou que a interdição cautelar tem caráter preventivo e pode durar até 90 dias, prazo previsto em lei. Durante esse período, a fabricação, a venda e o uso dos produtos permanecem suspensos até que seja comprovada a adequação às normas sanitárias.
Suplemento falsificado também é alvo da Anvisa
Além da decisão envolvendo os repelentes, a Anvisa determinou a apreensão do lote B25 2501951 do suplemento alimentar em cápsulas Omegafor Plus/Vitafor.
De acordo com a agência, a fabricante do produto original informou que desconhece a fabricação desse lote e registrou denúncia junto à Polícia Civil de Minas Gerais.
O lote falsificado, com validade até agosto de 2027, estava sendo anunciado e vendido pela internet.
A resolução também proíbe a fabricação, a comercialização, a divulgação e o uso desse suplemento, enquanto a investigação sobre a falsificação segue em andamento.


