O Espírito Santo deve sentir os efeitos mais intensos do El Niño a partir da segunda quinzena de agosto. A previsão, apresentada nesta terça-feira (21), indica que o fenômeno deve ganhar força ao longo do segundo semestre de 2026, aumentando o risco de temperaturas acima da média, avanço da seca e incêndios em vegetação, principalmente entre setembro e outubro.
O cenário foi apresentado durante a segunda reunião do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) El Niño, realizada na sede da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec-ES), em Vitória. Na ocasião, também foi publicado o primeiro Boletim de Monitoramento dos Impactos do Fenômeno El Niño, que reúne dados sobre prognóstico climático, seca, abastecimento de água, focos de calor, incêndios em vegetação e as ações adotadas pelos órgãos estaduais.
O governador Ricardo Ferraço participou da reunião, que teve como foco a análise das informações do boletim e o acompanhamento das medidas de prevenção, preparação e resposta diante das projeções climáticas para os próximos meses.
Calor, seca e risco de incêndios
Segundo o boletim, as projeções indicam uma intensificação gradual do El Niño ao longo do segundo semestre, com elevada probabilidade de o fenômeno atingir intensidade forte a muito forte.
Os impactos mais significativos para o Espírito Santo são esperados a partir da segunda quinzena de agosto, com previsão de temperaturas acima da média histórica, expansão das áreas em condição de seca e aumento do potencial para incêndios em vegetação.
Diante desse cenário, o documento reforça a necessidade de medidas preventivas por parte da população. Entre as orientações estão o uso consciente da água e a prevenção de queimadas, evitando qualquer prática que possa provocar incêndios, especialmente durante os períodos mais secos e quentes do ano.
Monitoramento será semanal
Coordenado pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec-ES) e pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), o CICC El Niño reúne representantes de diversos órgãos estaduais para monitorar continuamente as condições meteorológicas, hidrológicas e ambientais e subsidiar o planejamento das ações de resposta.
Entre as medidas em andamento estão o acompanhamento permanente das condições climáticas, dos níveis dos rios e mananciais utilizados para o abastecimento público e das ocorrências de incêndios em vegetação. Os órgãos estaduais também desenvolvem ações voltadas ao fortalecimento da infraestrutura hídrica, ao apoio aos produtores rurais e ao emprego de recursos operacionais para prevenção e resposta a situações de emergência.
O Boletim de Monitoramento dos Impactos do El Niño passará a ser atualizado semanalmente, reunindo informações técnicas produzidas pelos órgãos integrantes do CICC para orientar a atuação integrada do Estado diante da evolução do fenômeno climático.


