A aproximação do ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), com o PL e as manifestações públicas de apoio à pré-candidata de Maguinha Malta (PL) para a disputa ao Senado no último fim de semana movimentaram os bastidores da política capixaba e fizeram o PSD intensificar as discussões sobre uma candidatura própria ao Palácio Anchieta.
Nos bastidores, ganha força a possibilidade de uma chapa “puro-sangue” do PSD, tendo o ex-governador Paulo Hartung como candidato ao Governo do Estado e o ex-prefeito da Serra Sérgio Meneguelli na disputa pelo Senado. A possibilidade ganhou força após Pazolini declarar apoio à candidatura de Maguinha e se distanciando cada vez mais da aliança com o PSD, que reivindicava a vaga de Senado na chapa do Republicanos.
A possibilidade foi comentada pelo presidente estadual do PSD e prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, após reunião com o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. Segundo Renzo, o comando nacional deu autonomia para que o diretório capixaba conduza as articulações da forma que considerar mais estratégica.
“O presidente nacional nos deu liberdade para dialogar tanto para construir uma chapa majoritária com candidatura própria do PSD quanto para buscar uma composição com outros partidos. Vamos conversar com todos os pré-candidatos e, depois de esgotadas essas conversas, levar o cenário para a comissão criada pelo partido, que fará a avaliação da melhor alternativa”, afirmou.
Renzo disse que a definição deverá avançar nas próximas semanas e confirmou que uma chapa formada por Paulo Hartung ao Governo e Sérgio Meneguelli ao Senado está entre os cenários considerados pelo partido. “Nosso compromisso é fortalecer o PSD e construir o melhor projeto para o futuro do Espírito Santo. Vamos dialogar com todos”, destacou.
Meneguelli fala em “rasteira”
Em meio às especulações sobre a formação das chapas para 2026, Sérgio Meneguelli usou as redes sociais para afirmar que há movimentações para impedir sua candidatura ao Senado. “Esses mesmos personagens tentam se reunir para que eu não seja candidato unicamente porque sabem que tenho condições de ganhar. A única coisa que eles não querem é que eu dispute porque sabem que tenho chances de vencer”, declarou.
O ex-prefeito também criticou o que chamou de tentativa de “rasteira” nos bastidores. “Usar rasteira é uma sacanagem. Tenho certeza de que isso não vai acontecer. Acredito no meu partido e no nosso presidente, Renzo. Até agora, nada mudou. Tenho um sonho, um projeto e quero representar o Espírito Santo no Senado. Aqui não tem que puxar tapete nem dar rasteira para ficar no poder”, afirmou.


