Você sabia que o consumo de ultraprocessados aumentou de forma contínua e acelerada em praticamente todos os países desde a década de 1980? Pois é. Cientistas da USP lideraram uma pesquisa publicada na revista Lancet — uma das mais respeitadas do mundo — que mapeou essa tendência global.
Ultraprocessados são aqueles produtos que mal se reconhecem como alimento na natureza: biscoitos recheados, refrigerantes, salsichas, macarrão instantâneo, snacks coloridos, bebidas saborizadas. A lista é longa — e provavelmente tem alguns itens que estão na sua dispensa agora.
O problema não é só o sódio ou o açúcar. É a combinação de aditivos, emulsificantes, conservantes e aromatizantes artificiais que, segundo pesquisas recentes, pode alterar a microbiota intestinal, promover inflamação crônica e até impactar o humor e a cognição.
Dado de impacto: o Brasil está entre os países com maior crescimento no consumo de ultraprocessados nas últimas décadas — mesmo com toda a riqueza da alimentação tradicional brasileira.
Como identificar ultraprocessados no supermercado:
- Lista de ingredientes com mais de 5 itens — especialmente com nomes difíceis de pronunciar
- Presença de xarope de milho, maltodextrina, proteína texturizada ou corantes artificiais
- Embalagem com muitas promessas (‘zero', ‘light', ‘fit') mas ingredientes ultra-industrializados
- Produto que não existe na natureza na forma como está sendo vendido
Que tal fazer uma ‘auditoria' na sua dispensa essa semana?




