Cercado por orações, tradições e até simpatias populares, Santo Antônio é uma das figuras mais queridas do calendário religioso. Celebrado no dia 13 de junho, o santo — conhecido como “casamenteiro” — também faz parte da história e da identidade de Vitória, dando nome a um dos bairros mais antigos da capital.
A data chega logo após o Dia dos Namorados e reforça a fama de Santo Antônio como intercessor do amor. A tradição ganhou força a partir de relatos de milagres atribuídos ao religioso, como o de uma jovem que não conseguia se casar por falta de recursos. Segundo a história, após receber a bênção do frei, ela conseguiu realizar o matrimônio, dando origem à fama que atravessa gerações.
Além de “cupido”, Santo Antônio é considerado padroeiro dos pobres, das mulheres estéreis, dos viajantes, pedreiros e padeiros. Sua popularidade é tamanha que o Papa Leão XIII chegou a chamá-lo de “o santo de todo o mundo”.
Fé, simpatias e cultura popular
No Brasil, a devoção ao santo mistura religiosidade e cultura popular. Nesta época do ano, não faltam brincadeiras e rituais nas redes sociais e fora delas. Entre as simpatias mais conhecidas está colocar a imagem de Santo Antônio de cabeça para baixo até que o pedido, geralmente relacionado ao amor, seja atendido.
Outro costume tradicional é o pão de Santo Antônio. Distribuído em igrejas no dia 13 de junho, ele é guardado por fiéis junto aos mantimentos como símbolo de proteção e prosperidade. Para quem deseja um amor, o indicado é comer o pãozinho.

Em Vitória, Santo Antônio tem ainda um papel histórico. O bairro que leva seu nome é considerado um dos mais antigos da cidade, com origem ligada à chegada dos colonizadores portugueses, que exploravam a região após o descobrimento de Vila Velha.
A devoção também se mantém viva por meio de celebrações tradicionais, como a trezena, uma série de orações realizadas nos 13 dias que antecedem a data do santo.
Neste sábado (13), a Basílica de Santo Antônio recebe a programação de encerramento da trezena, considerada um dos momentos mais importantes da celebração. Às 17h, acontece a oração da trezena na Igreja Matriz. Em seguida, às 17h30, os fiéis participam de uma procissão que sai da Igreja Matriz e segue até a Basílica. O encerramento será às 18h, com a Santa Missa celebrada por Dom Ângelo Mezzari.


