Trabalhadores da limpeza urbana realizam uma paralisação nacional de 24 horas nesta sexta-feira (15) em defesa da aprovação do Projeto de Lei 4146/2020, que prevê novos direitos para a categoria, como piso salarial nacional e benefícios trabalhistas.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação, Limpeza Pública e Serviços Similares no Estado do Espírito Santo (Sindilimpe-ES), a mobilização segue até as 23h59 desta sexta. No Espírito Santo, trabalhadores de diversos municípios aderiram ao movimento.
Em vídeo publicado nas redes sociais, a presidente do Sindilimpe-ES, Evani Reis, cobrou comprometimento do Senado Federal com a pauta da categoria e afirmou que os trabalhadores poderão ampliar a mobilização caso o projeto não avance.
“Hoje é um dia de paralisação pela aprovação do nosso PL. É importante falar para o presidente do Senado que ele tem que, no mínimo, ter compromisso com a classe trabalhadora. Se não colocar o PL em votação, os trabalhadores do Brasil vão parar”, declarou.
Segundo a sindicalista, representantes da categoria estiveram em Brasília para discutir a inclusão do projeto na pauta de votação, mas não teriam sido recebidos conforme acordado.
Acúmulo de lixo em casas e condomínios
Com a paralisação da coleta de lixo no Espírito Santo, o Sindicato Patronal de Condomínios Residenciais, Comerciais, Mistos e Empresas de Administração de Condomínios no Estado do Espírito Santo (SIPCES) divulgou orientações para síndicos, administradoras e moradores.
Segundo o sindicato, a suspensão do serviço de limpeza urbana pode provocar acúmulo de lixo, mau cheiro e aumento do risco de proliferação de insetos e outros problemas sanitários.
Entre as principais recomendações estão:
- manter o lixo armazenado dentro das dependências do condomínio;
- reduzir a produção de resíduos durante a paralisação;
- evitar descarte excessivo de lixo nas áreas externas;
- reforçar a limpeza e higienização das áreas de armazenamento;
- orientar moradores sobre horários e locais corretos de descarte;
- ampliar a comunicação interna para evitar descarte irregular.
O presidente do SIPCES, Gedaias Freire da Costa, destacou a importância da organização preventiva durante a greve da limpeza urbana.
“Os condomínios precisam agir preventivamente para minimizar impactos sanitários e operacionais durante a paralisação. A orientação é reforçar a comunicação com os moradores e organizar adequadamente o armazenamento temporário dos resíduos”, afirmou.
Em nota, a Prefeitura da Serra informou que os serviços de coleta poderão sofrer impactos temporários no município.
Segundo a administração municipal, a situação está sendo acompanhada de forma permanente e há diálogo com as empresas responsáveis para reduzir os impactos à população e restabelecer a normalidade dos serviços o mais rápido possível. A prefeitura também pediu a compreensão dos moradores e orientou que o descarte de resíduos seja feito de forma consciente durante o período de paralisação, evitando o acúmulo irregular de lixo em vias públicas.
“Seguimos trabalhando com responsabilidade e compromisso para minimizar os transtornos e garantir a continuidade dos serviços essenciais à população”, informou a nota.
Assim que houver retorno das demais prefeituras da Grande Vitória, o texto será atualizado.


