No último dia 19, fez exatos três anos que a Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) criou um controverso auxílio-alimentação de R$ 1.829,79 por mês para os próprios deputados estaduais, estendendo aos parlamentares um benefício até então recebido somente pelos servidores do Poder Legislativo Estadual.
Foi a senha que desencadeou uma “epidemia”, um verdadeiro “surto” de concessão do mesmo privilégio a vereadores, por iniciativa deles mesmos, em dezenas de Câmaras Municipais espalhadas pelo Espírito Santo.
Levantamento exclusivo da coluna prova que, nos últimos três anos, de norte a sul do Estado, tanto na Grande Vitória como no interior, pelo menos 28 Câmaras instituíram (ou tentaram instituir) o pagamento de tíquete-alimentação para os próprios vereadores, em valores que vão de R$ 550,00 a R$ 1.850,00 mensais.
Frisemos o “pelo menos”. O número não é conclusivo, mas o que alcançamos comprovar, nos sites das Casas de Leis. A quantidade total pode ser ainda maior.
A criação do auxílio-alimentação não foi, por assim dizer, um momento glorioso do quadriênio do deputado Marcelo Santos (União) na presidência da Ales, iniciado em fevereiro de 2023, não só pela criação da verba em benefício dos próprios deputados, mas pela maneira como tudo foi feito, sem nenhuma publicidade.
A extensão do auxílio aos deputados foi instituída por meio de um projeto de resolução apresentado pela Mesa Diretora, por iniciativa do presidente. Mas o texto original do projeto nada tinha a ver com isso: tratava da criação da Comissão de Proteção e Bem-Estar dos Animais, então desmembrada da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente.
Talvez por se tratar de animais, deu-se um jeito de inserir no projeto um autêntico “jabuti” – como se chama, no jargão político, um artigo embutido em um projeto que versa sobre tema totalmente diferente, normalmente a fim de que o trecho passe despercebido.
Numa quarta-feira de manhã, em plenário, o projeto de resolução foi pautado em regime de urgência, em sessão presidida por Marcelo Santos. Com o processo de discussão já iniciado, o então presidente da Comissão de Finanças, Tyago Hoffmann (PSB), propôs a emenda oral que, na prática, instituiu o pagamento aos deputados. Ele leu em voz alta a ementa da emenda (que só mencionava mudança de norma anterior, sem explicitar do que efetivamente se tratava).
Tudo, até a aprovação em plenário, durou pouquíssimos minutos. Em momento algum se fez menção ao que realmente se aprovou: a criação do auxílio-alimentação. A resolução foi promulgada pelo presidente da Ales. Poucos dias depois descobrimos o fato e o publicamos aqui, alertando para algumas questões passíveis de discussão e alguns riscos gerados pela inédita iniciativa da Ales.
Em primeiro lugar, ok, o benefício pode ser considerado legal (e assim opina oficialmente o Tribunal de Contas do Estado, em respostas a consultas de Câmaras), mas… é realmente necessário? Ganhando então R$ 31,2 mil, hoje R$ 34,7 mil, deputados realmente precisavam de mais essa verba, custeada pelos cofres públicos, para pagarem suas refeições?
Outro problema é a equiparação dos parlamentares aos servidores da Casa de Leis – o que eles não são. Diferentemente de um servidor ou trabalhador comum, parlamentares não precisam bater ponto nem comprovar o efetivo cumprimento de atividades externas no exercício do mandato.
Na Ales, há alguns anos, além das reuniões semanais das comissões permanentes, só há duas sessões plenárias presenciais por semana (nas tardes de segunda e terça-feira), além de uma no formato híbrido (na manhã de quarta-feira).
Vale lembrar, ainda, que o exercício de mandato legislativo não exige dedicação exclusiva. Parlamentares podem perfeitamente manter suas ocupações originais e outras fontes de renda, e grande parte deles assim procede: quem é médico segue atendendo, quem é autônomo mantém a sua empresa, e assim por diante.
Por fim, três anos atrás, advertimos aqui em cima do lance: a inédita iniciativa da Assembleia abriu um precedente temerário, na medida em que proporcionou a todas as Câmaras de Vereadores do Espírito Santo o argumento perfeito para reproduzirem a medida, na esfera municipal.
Ora, se, na instância estadual, os parlamentares se julgaram no direito de terem a própria alimentação bancada pelo contribuinte, por que vereadores não haveriam de reivindicar e fazer jus ao mesmo benefício?
Dito e feito.
Passados estes três anos, podemos agora afirmar: foi exatamente o que aconteceu.
Hoje, pelo menos 30 Câmaras de municípios capixabas pagam auxílio-alimentação a seus vereadores. Desse total, 23 criaram o benefício após a resolução da Assembleia.
Além disso, duas Câmaras (as de Afonso Cláudio e Nova Venécia) apresentaram projeto visando à concessão do tíquete para os vereadores, mas o retiraram de tramitação, sob forte pressão popular.
Outras duas (as de Iconha e Ibiraçu) chegaram a aprovar projeto com a mesma finalidade, mas desistiram da medida após protestos. Ainda temos a de Irupi, onde os vereadores já protocolaram projeto, ainda não votado, visando instituir o benefício.
Em conclusão, ao longo destes três anos, vereadores de pelo menos 28 Câmaras Municipais criaram, ou tentaram criar, benefício correspondente àquele criado pelos deputados estaduais para eles próprios.
A lista inclui Câmaras de cidades grandes. As de Cachoeiro de Itapemirim e de Vila Velha criaram o auxílio-alimentação para os parlamentares em 2023, meses depois da Assembleia. A de Vitória fez o mesmo em agosto do ano passado e acaba de corrigir o valor (de R$ 1,2 mil para R$ 1,5 mil), com direito a um 13º.
Aliás, de acordo com nosso levantamento, pelo menos oito Câmaras criaram o 13º tíquete-alimentação para os vereadores (sempre pago em dezembro). Uma delas, a de Fundão, foi além: ainda instituiu um “14º”, pago ao parlamentar no mês do seu aniversário.
Cabe ressaltar que todos os argumentos acima, aplicáveis ao caso dos deputados, são ainda mais pertinentes no caso dos vereadores. Convenhamos: o exercício da vereança, em geral, é bem menos exigente que o de um mandato parlamentar em nível estadual. Em outras palavras: o trabalho realmente “parlamentar” de um vereador costuma ser bem menos “puxado” que o de um deputado.
Tome-se, por exemplo, o caso de Conceição da Barra, onde hoje se paga o mais alto auxílio-alimentação para vereadores no Espírito Santo: assombrosos R$ 1.850,00 por mês. No ano passado inteiro, conforme a página oficial da Câmara, os vereadores ali só tiveram 19 sessões ordinárias (não entram na conta as extraordinárias).
A grande maioria dos casos corresponde à Casa de Leis de cidades muito pequenas, com de 9 a 13 vereadores e uma sessão plenária por semana (se tanto).
Os valores definidos também revelam total arbitrariedade. Pouco ou nada têm a ver com custo de vida local. Hoje, as Câmaras de Alegre, Água Doce do Norte e Jerônimo Monteiro pagam a seus edis o mesmo que a de Vitória: R$ 1,5 mil. A de Iúna (R$ 1.415,25) paga mais que a de Vila Velha (R$ 1,2 mil).
Abaixo dispomos, por ordem decrescente de valores, o detalhamento dos dados reunidos em nossa pesquisa. Na sequência, de maneira cronológica, apresentamos o efeito cascata de que tratamos aqui e a situação particular de cada município cuja Câmara paga (ou tentou pagar) a regalia aos próprios vereadores, com o respectivo número de parlamentares e a respectiva população da cidade.
Sempre que possível, incorporamos ao texto os links que remetem aos projetos, resoluções e leis municipais que provam a criação do benefício tal como relatado.
Após a resolução da Ales, criaram o auxílio-alimentação para vereadores as Câmaras de…
- Marataízes: R$ 1,7 mil
- Água Doce do Norte: inicialmente, R$ 1 mil; agora, R$ 1,5 mil
- Alegre: R$ 1,5 mil
- Jerônimo Monteiro: R$ 1,5 mil
- Vitória: inicialmente, R$ 1,25 mil; agora, R$ 1,5 mil (com 13º)
- Iúna: R$ 1.415,25
- Presidente Kennedy: R$ 1,4 mil (com 13º)
- Cachoeiro de Itapemirim: R$ 1.203,00
- Ecoporanga: R$ 1,2 mil
- Muqui: R$ 1,2 mil
- Santa Teresa: R$ 1,2 mil
- Vila Velha: R$ 1,2 mil
- Anchieta: R$ 1 mil
- Atílio Vivácqua: R$ 1 mil
- Ibatiba: R$ 1 mil
- Santa Maria de Jetibá: R$ 1 mil (com 13º)
- Vila Pavão: R$ 1 mil
- Domingos Martins: R$ 986,43 (com 13º)
- Vila Valério: R$ 948,00
- Santa Leopoldina: R$ 700,00
- Mimoso do Sul: R$ 655,33
- Guaçuí: R$ 600,00
- Vargem Alta: R$ 550,00
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Já pagavam auxílio-alimentação aos vereadores antes da resolução da Assembleia, mas elevaram o valor, as Câmaras de…
- Conceição da Barra: de R$ 877,33 para R$ 1.850,00
- Itapemirim: de R$ 1.452,00 para R$ 1,7 mil
- Barra de São Francisco: de R$ 900,00 para R$ 1,5 mil
- Linhares: de R$ 900,00 para R$ 1,2 mil
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Criaram um 13º auxílio-alimentação para os vereadores, pago em dezembro, as Câmaras de…
- Barra de São Francisco: R$ 1,5 mil
- Colatina: R$ 1.463,66
- Marilândia: R$ 1 mil
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Criou um 14º auxílio-alimentação para os vereadores, pago no mês do aniversário, além do 13º em dezembro, a Câmara de…
- Fundão: R$ 1,3 mil
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Apresentaram projeto visando à concessão do tíquete para os vereadores, mas o retiraram de tramitação, as Câmaras de…
- Nova Venécia: R$ 1.274,00
- Afonso Cláudio: R$ 1,2 mil
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Chegaram a aprovar projeto visando à concessão do tíquete para os vereadores, mas desistiram da medida após protestos, as Câmaras de…
- Ibiraçu: R$ 1.067,55
- Iconha: R$ 450,00 (mais um “tíquete-feira” de R$ 50,00)
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Apresentou projeto visando à concessão do tíquete para os vereadores, mas ainda não o votou, a Câmaras de…
- Irupi: R$ 825,56
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A CRONOLOGIA DOS FATOS, CIDADE POR CIDADE
Santa Maria de Jetibá
Lei sancionada no dia 24 de outubro de 2023 pelo então prefeito Hilário Hoepke institui o pagamento de tíquete-alimentação de R$ 1 mil por mês para os vereadores da cidade. O benefício é concedido em dobro no mês de dezembro e reajustado no mês de fevereiro de cada ano civil, pelo IPCA.
Número de vereadores: 13
População: 45.575
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Anchieta
No dia 31 de outubro de 2023, a Câmara aprovou projeto de lei da Mesa que concedeu auxílio-alimentação de R$ 1 mil por mês para os próprios vereadores, estendendo a eles o benefício que, até então, era pago somente aos servidores da Casa de Leis.
Número de vereadores: 11
População: 33.017
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Vila Velha
No dia 27 de novembro de 2023, em sessão extraordinária, os vereadores aprovaram projeto de lei da Mesa Diretora que instituiu o auxílio-alimentação para eles mesmos, no valor mensal de R$ 1,2 mil (mesmo valor que passou a ser pago aos servidores efetivos da Câmara).
Como se tratava de projeto de lei (e não de resolução), o texto aprovado foi submetido ao prefeito Arnaldinho Borgo. Ele não vetou nem sancionou o projeto, que acabou promulgado pelo então presidente do Legislativo Municipal, Bruno Lorenzutti.
Número de vereadores: 21
População: 506.779
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Cachoeiro de Itapemirim
No dia 19 de dezembro de 2023, por 12 votos a 5, o plenário aprovou projeto de lei da Mesa que criou o auxílio-alimentação mensal de R$ 1.203,00 para os próprios vereadores. O projeto foi sancionado e publicado dois dias depois no Diário Oficial pelo então prefeito, Victor Coelho (PSB).
Número de vereadores: 19
População: 198.342
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Barra de São Francisco
Os vereadores da cidade têm direito a auxílio-alimentação desde 26 de dezembro de 2022, quando foi promulgada resolução com essa finalidade, fixando em R$ 900,00 o valor do benefício.
No dia 2 de janeiro de 2025, o presidente da Câmara, Emerson Lima, promulgou nova resolução, aprovada pelos vereadores, elevando para R$ 1,5 mil o valor pago aos vereadores e servidores da Casa, com reajuste sempre no mês de março, com base no IPCA. A mesma resolução ainda prevê o pagamento de um 13º tíquete em dezembro.
Número de vereadores: 13
População: 45.415
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Atílio Vivácqua
Em janeiro de 2025, os vereadores aprovaram projeto de lei da Mesa Diretora concedendo a eles o mesmo tíquete-alimentação que já era pago aos servidores da Casa, fixado no valor mensal de R$ 1 mil. No dia 27 daquele mês, o prefeito Helio Humberto Lima Filho sancionou a nova lei municipal.
Número de vereadores: 9
População: 11.046
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Água Doce do Norte
Por força de lei municipal sancionada pelo prefeito Abraão Lincon em 31 de janeiro de 2025, vereadores da cidade passaram a receber auxílio-alimentação de R$ 1 mil por mês. Por nova lei municipal, sancionada pelo prefeito em 11 de dezembro do mesmo ano, o valor do benefício subiu para R$ 1,5 mil. Apresentado pela Mesa Diretora, o projeto foi aprovado pela Câmara na véspera, em regime de urgência.
Número de vereadores: 9
População: 12.585
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Mimoso do Sul
No dia 6 de fevereiro de 2025, o prefeito Peter Nogueira da Costa sancionou a lei municipal, proposta e aprovada pela Câmara, estabelecendo o tíquete-alimentação mensal de R$ 655,33 para os vereadores. O valor deve ser reajustado a cada mês de janeiro, com base no IPCA.
Número de vereadores: 11
População: 25.088
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Vila Valério
No dia 7 de fevereiro de 2025, o presidente da Câmara promulgou a resolução que autorizou a concessão de auxílio-alimentação aos vereadores, no valor mensal de R$ 948,00. Nos termos da resolução, o benefício poderá ser reajustado anualmente por meio de ato da presidência.
Número de vereadores: 9
População: 14.267
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Guaçuí
Lei promulgada pelo prefeito Vagner Rodrigues Pereira no dia 20 de fevereiro de 2025 estendeu aos vereadores o direito dos servidores da Câmara à concessão do tíquete-alimentação, fixando-o no valor de R$ 600,00. O benefício será reajustado anualmente no mês de fevereiro, tomando-se por base o IPCA.
Número de vereadores: 11
População: 31.418
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Muqui
Em 19 de fevereiro de 2025, o prefeito Sergio Luiz Anequim promulgou a lei municipal, aprovada pela Câmara, criando o auxílio-alimentação para os vereadores, no valor de R$ 1,2 mil. O projeto foi aprovado por 7 votos a 1.
Número de vereadores: 9
População: 14.185
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Iconha
No dia 25 de fevereiro de 2025, a Câmara aprovou projeto da Mesa Diretora que criou auxílio-alimentação de R$ 450,00 por mês para os vereadores, além de um “tíquete-feira” de R$ 50,00 mensais para os edis. A lei municipal foi sancionada pelo prefeito Gedson Paulino no dia 7 de março.
Mas, com a repercussão negativa e a pressão popular, os próprios vereadores voltaram atrás e aprovaram novo projeto, revogando o que criara os benefícios.
Número de vereadores: 9
População: 12.790
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Marataízes
Em 25 de fevereiro de 2025, os vereadores aprovaram, por unanimidade, projeto de resolução da Mesa Diretora que estendeu para eles mesmos o tíquete-alimentação já concedido aos servidores do Legislativo Municipal. O valor foi fixado em R$ 1,7 mil por mês. Até então, os servidores ganhavam R$ 1,5 mil.
Número de vereadores: 13
População: 45.953
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Ibatiba
No dia 13 de março de 2025, o presidente da Câmara, Marcus Rodrigo Amorim Florindo, promulgou resolução aprovada pelo plenário no mesmo dia, por 6 votos a 3, instituindo o pagamento do auxílio-alimentação no mesmo valor pago “aos demais servidores da Câmara” (como diz o texto aprovado, embora eles não sejam servidores). O valor é de R$ 1 mil por mês.
Número de vereadores: 11
População: 27.543
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Iúna
Em 19 de março de 2025, o prefeito Romário Batista Vieira sancionou a lei municipal que criou auxílio-alimentação de R$ 1.415,25 por mês para os vereadores da cidade, reajustado anualmente, na mesma data e índice do auxílio dos servidores efetivos.
Número de vereadores: 11
População: 30.556
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Ecoporanga
No dia 24 de abril de 2025, a Câmara aprovou, em sessão extraordinária, projeto de resolução que concede auxílio-alimentação de R$ 1,2 mil aos próprios vereadores da cidade. O projeto, protocolado por vários vereadores no dia 2 de abril, foi aprovado por 7 votos a 4.
Número de vereadores: 11
População: 22.611
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Santa Leopoldina
Resolução promulgada em 6 de maio de 2025 pelo presidente da Câmara, Darley Jansen Espíndula, concede auxílio-alimentação de R$ 700,00 por mês para os vereadores. Fica autorizada a revisão anual do valor do auxílio-alimentação, mediante proposta de resolução, observados os índices oficiais de correção monetária.
Número de vereadores: 9
População: 13.813
–
Ibiraçu
No dia 27 de maio de 2025, em sessão extraordinária realizada às 7 horas, vereadores chegaram a aprovar, por 5 votos a 3, projeto de lei da Mesa Diretora que criava auxílio-alimentação para eles mesmos no valor de R$ 1.067,55.
Mas, após protestos de moradores, eles mesmos recuaram e desistiram do benefício. Em discursos na sessão seguinte, reconheceram que o projeto fora aprovado sem a devida discussão com a sociedade. No dia 4 de junho, o prefeito Eduardo Zanotti vetou o projeto, alegando a necessidade de austeridade financeira.
Número de vereadores: 9
População: 12.304
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Vila Pavão
No dia 3 de junho de 2025, os vereadores estenderam para eles mesmos o direito ao tíquete-alimentação que já era pago aos servidores da Câmara. O valor, em ambos os casos, foi fixado em R$ 1 mil, por meio de projeto de resolução da Mesa Diretora, aprovado em plenário com o voto favorável dos seis parlamentares que votaram.
Número de vereadores: 9
População: 9.319
–
Presidente Kennedy
No dia 3 de junho de 2025, o presidente interino da Câmara, Ulisses Matta de Araújo, promulgou a resolução, aprovada pelo plenário, que estendeu aos vereadores o auxílio-alimentação pago aos servidores, fixado em R$ 1.400,00. A resolução ainda estabeleceu o pagamento dobrado em dezembro (13º tíquete).
Número de vereadores: 9
População: 14.852
–
Vargem Alta
A Câmara instituiu, por meio de resolução, auxílio-alimentação para vereadores no mesmo valor pago aos servidores da Câmara: R$ 550,00. O projeto foi apresentado pela Mesa Diretora no dia 16 de junho de 2025. A quantia sempre será reajustada em janeiro.
Número de vereadores: 11
População: 20.390
–
Conceição da Barra
Por força de lei municipal vigente desde dezembro de 2022, os vereadores já recebiam o mesmo auxílio-alimentação a que faziam jus os servidores da Câmara. A lei de 2022 fixou o valor em R$ 800,00 por mês. Depois, subiu para R$ 877,33.
No dia 16 de julho de 2025, os parlamentares aprovaram projeto de lei da Mesa Diretora que elevou para R$ 1.850,00 o valor do benefício pago aos servidores e aos próprios vereadores. A cifra foi mais que dobrada, numa tacada só.
Número de vereadores: 11
População: 28.923
–
Vitória
No dia 4 de agosto de 2025, por 16 votos a 2, a Câmara de Vitória aprovou projeto de resolução da Mesa Diretora que estabeleceu a concessão de auxílio-alimentação no valor mensal de R$ 1.250,00 para os próprios vereadores, “independentemente da jornada de trabalho”. O auxílio já era pago aos servidores e foi estendido aos vereadores.
Aí veio a surpresa: no último 1º de abril (e não, não é mentira), a Câmara aprovou nova resolução da Mesa, elevando de R$ 1.250,00 para R$ 1.500,00 o valor do tíquete pago mensalmente aos vereadores e também aos servidores. O reajuste foi de 20%.
Nos oito meses decorridos entre 1º de agosto de 2025 e 31 de março de 2026, a inflação acumulada no país, medida pelo IPCA, foi de 3,18%.
Entre a leitura do requerimento de “urgência urgentíssima” pelo presidente Anderson Goggi e a proclamação do resultado da votação final, não se passaram 4 minutos.
Número de vereadores: 21
População: 343.378
–
Itapemirim
Vereadores já recebem o tíquete-alimentação desde 2022. Em 10 de setembro de 2025, o plenário aprovou projeto de lei da Mesa que ampliou o valor de R$ 1.452,00 para R$ 1.700,00 por mês – aumento de 17%.
Número de vereadores: 13
População: 44.020
–
Alegre
No dia 29 de setembro de 2025, os vereadores de Alegre aprovaram, por 9 votos a 1, projeto de resolução da Mesa Diretora, instituindo auxílio-alimentação para eles próprios, no valor mensal de R$ 1,5 mil.
O projeto aprovado prevê a correção anual do valor, no mês de fevereiro, pelo IPCA. O tíquete para os vereadores é maior que o pago aos servidores da Casa, fixado em R$ 1 mil pelo mesmo projeto (e também corrigido em fevereiro).
Número de vereadores: 11
População: 30.702
–
Afonso Cláudio
No dia 17 de outubro de 2025, oito vereadores apresentaram projeto de resolução propondo a criação de auxílio-alimentação de R$ 1,2 mil para eles próprios ainda nesta legislatura.
Entretanto, no dia 6 de novembro, os próprios autores pediriam ao presidente a retirada de tramitação do projeto, “por motivos de conveniência e oportunidade”.
Número de vereadores: 11
População: 32.456
–
Colatina
Resolução promulgada em 4 de janeiro de 2023 (antes daquela da Assembleia) estendeu aos vereadores o direito ao auxílio-alimentação que já era pago aos servidores da Câmara. Hoje, o valor do tíquete para ambas as “categorias” é de R$ 1.463,66 por mês.
Em 20 de outubro de 2025, os vereadores aprovaram novo projeto, concedendo a eles mesmos e aos servidores um auxílio-alimentação extraordinário no mês de dezembro (a 13ª parcela do benefício).
Número de vereadores: 15
População: 129.301
–
Marilândia
Vereadores da cidade recebem auxílio-alimentação no valor de R$ 1 mil por mês. Não satisfeitos, no dia 17 de novembro de 2025, aprovaram projeto de lei da Mesa que concede um auxílio-alimentação extra para eles mesmos, pago no mês de dezembro, no mesmo valor. É uma espécie de “13º tíquete-alimentação”.
Número de vereadores: 9
População: 13.087
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Nova Venécia
Em 18 de novembro de 2025, vereadores de Nova Venécia apresentaram projeto de lei que previa a concessão de auxílio-alimentação de R$ 1.274,00 por mês para eles mesmos.
Todavia, o projeto não chegou a ser votado. No site da Câmara, consta que seus autores pediram a retirada de tramitação, o que foi acatado pelo presidente da Casa.
Número de vereadores: 13
População: 52.324
–
Irupi
Projeto de lei apresentado pela Mesa Diretora em 24 de novembro de 2025 institui auxílio-alimentação de R$ 825,56 por mês para os vereadores. O projeto ainda não foi votado.
Número de vereadores: 9
População: 14.647
–
Santa Teresa
No dia 1º de dezembro de 2025, a Mesa protocolou projeto de resolução instituindo o pagamento de tíquete-alimentação aos vereadores, no valor mensal de R$ 1,2 mil. A resolução foi aprovada e promulgada em 23 de dezembro. O tíquete passou a ser pago em fevereiro deste ano.
Número de vereadores: 11
População: 23.872
–
Fundão
No dia 12 de fevereiro de 2026, os vereadores da Câmara de Fundão aprovaram, em sessão extraordinária, por 6 votos a 4, um projeto de lei da Mesa Diretora que garantiu aos próprios vereadores e aos servidores da Casa o pagamento em dobro do auxílio-alimentação no mês do aniversário, hoje fixado em R$ 1,3 mil. O benefício também já era pago em dobro no mês de dezembro.
Assim, em dezembro e nos respectivos aniversários, os vereadores recebem R$ 2,6 mil a título de auxílio-alimentação. Na prática, é um 14º pagamento da verba.
Outra resolução, de 2025, permite que o valor da verba aumente para R$ 1,4 mil, em 2027, e R$ 1,5 mil, em 2028.
Número de vereadores: 11
População: 18.898
–
Jerônimo Monteiro
No dia 24 de fevereiro de 2026, o presidente da Câmara, Matheus Garcia Carvalho, promulgou a resolução aprovada em plenário, concedendo auxílio-alimentação mensal de R$ 1,5 mil para os próprios vereadores. O valor é maior que o estabelecido, pela mesma resolução, para os servidores da Casa: R$ 900,00.
Número de vereadores: 9
População: 12.108
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Linhares
Em 27 de março de 2023 (um mês antes da resolução da Assembleia), o então presidente da Câmara, Wellington Vicentini, promulgou a Lei Municipal 4.114/2023, que assegurou aos vereadores o pagamento do auxílio-alimentação, então fixado em R$ 900,00 – mesmo valor pago aos servidores da Casa de Leis. A lei foi fruto de projeto apresentado pela Mesa Diretora em 13 de fevereiro daquele ano.
Em 1º de abril de 2026, o atual presidente da Câmara, Roninho Passos, promulgou o projeto de lei da Mesa que atualizou o valor para R$ 1,2 mil.
Número de vereadores: 17
População: 183.797
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Domingos Martins
No dia 8 de abril de 2026, o presidente da Câmara, Diogo Endlich, promulgou a resolução que criou auxílio-alimentação de R$ 986,43 por mês para os 13 vereadores do município. O projeto foi aprovado em plenário na véspera, por 11 votos a 1.
A resolução também prevê o pagamento de um 13º auxílio-alimentação no mês de dezembro e estabelece reajuste anual do valor com base no IGP-M, sempre em janeiro.
Número de vereadores: 13
População: 38.236