Um ano após o desaparecimento da diarista Iraci de Souza Teixeira, de 66 anos, o caso ainda permanece sem solução em Vila Velha. Ela saiu de casa para caminhar no dia 26 de abril de 2025 e não retornou. Cinco dias depois, em 1º de maio, o corpo foi localizado em uma cava rasa na região de Vale Encantado.
Segundo as investigações, a vítima apresentava sinais de violência e estava com mãos e pés amarrados. Apesar da gravidade do crime, até o momento ninguém foi preso.
O laudo médico apontou causa da morte indeterminada. De acordo com os peritos, o corpo estava em avançado estado de decomposição, o que impediu a realização de exames toxicológicos e complementares.
Conhecida na vizinhança pelo jeito tranquilo e pela simpatia, Iraci trabalhava como diarista e tinha o hábito de caminhar pelas ruas do bairro, percorrendo trajetos conhecidos por moradores da região. Naquele dia, porém, ela não voltou para casa.
No último contato feito com a reportagem da TV SIM/SBT, a filha da vítima, Fabíola Azevedo, afirmou que a família convive diariamente com a dor da perda e com a falta de respostas.
“É massacrante para todos nós. Conviver com isso não tem sido fácil. A gente recebe apoio da família, um apoia o outro, os amigos. Ela era nossa base. Todo mundo sente muita falta dela.”
Ela também disse que a esperança por justiça tem sido o que sustenta os familiares.
“A fé e a esperança que me movem. Se não fosse isso, nem estaria aqui.”
Procurada pela reportagem, a Polícia Civil do Espírito Santo informou que o caso segue sendo investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM).
Em nota, a corporação afirmou que, por causa do sigilo das investigações, não divulga detalhes neste momento, mas ressaltou que as equipes continuam trabalhando para esclarecer o crime e dar respostas à família.
Informações que possam ajudar nas investigações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181.


