Justiça suspende PMs que presenciaram morte de casal em Cariacica

O seis militares estão temporariamente impedidos de exercer qualquer atividade na corporação

Escrito por Redação

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Foto: Divulgação / Redes Sociais

A Justiça determinou a suspensão de seis policiais militares que estavam no local onde duas mulheres foram mortas a tiros no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (16), após pedido do Ministério Público.

Os agentes acompanhavam o cabo da Polícia Militar apontado como autor dos disparos que mataram Francisca Chaguiana Dias Viana e Daniele Toneto Rocha.

Policiais ficam afastados das funções

Com a decisão, os seis militares estão temporariamente impedidos de exercer qualquer atividade na corporação, incluindo trabalho nas ruas e funções administrativas. Também foi determinada a suspensão do porte de armas, tanto as utilizadas em serviço quanto armas particulares.

O afastamento vale enquanto seguem as investigações sobre o caso.

Quem são os policiais suspensos

  • Soldados Edson Luiz da Silva Verona
  • Felipe Gonçalves Vieira
  • Lucas Nogueira Oliveira
  • Cabos Hilario Antunes Nunes Loureiro
  • Terceiro-sargento Valfril do Carmo Carreiro
  • Associação critica decisão

 

Na quarta-feira (15), a Associação das Praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo (Aspra-ES) criticou a decisão de afastar os policiais que estavam presentes na ocorrência.

A entidade afirmou que os agentes não participaram diretamente dos disparos, que o episódio foi inesperado e que o autor foi contido e preso pelos próprios colegas logo após o crime.

Crime aconteceu após discussão

As vítimas foram mortas após um desentendimento envolvendo a ex-companheira do policial. De acordo com relatos, os conflitos entre as mulheres já duravam cerca de 10 meses e vinham se intensificando.

Segundo a ex-companheira do militar, no dia do crime ela desceu até a rua com uma faca após novas discussões e acabou sendo agredida pelas vizinhas, com empurrões e puxões de cabelo. A briga teria sido interrompida por outra moradora.

Ainda conforme o relato, os disparos teriam ocorrido quando uma das vítimas avançou em direção ao policial. No entanto, imagens de videomonitoramento não confirmam essa versão.

Foto: Reprodução / TV SIM SBT

Moradores da região relataram ter ouvido mais de dez tiros. Uma das vítimas morreu no local, enquanto a outra chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

No dia do crime, o cabo atuava como guarda em uma companhia da Polícia Militar. De acordo com o comandante-geral da corporação, Ríodo Rubim, o militar já era investigado por outro caso de morte e respondia a um processo desde 2002.

Por conta desse histórico, ele exercia função interna, fora do policiamento ostensivo. Ainda segundo o comandante, o policial deixou o posto de serviço antes de ir até o local do crime — conduta que também será apurada e que, por si só, já configura irregularidade.

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