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Quem é o novo secretário de Comunicação do Estado

E mais: a potencial influência de Flávia Mignoni no governo de Ricardo Ferraço; a peça que falta no quebra-cabeça da equipe do governador

Escrito por Vitor Vogas

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Raphael Marques é o novo superintendente estadual de Comunicação. Crédito: Acervo pessoal
Raphael Marques é o novo superintendente de Comunicação do ES. Crédito: Acervo pessoal

O jornalista Raphael Pereira de Assis Marques é o novo secretário de Comunicação do Governo do Estado, por escolha do governador Ricardo Ferraço (MDB). Ele passa a comandar a Secom no lugar de Flávia Mignoni, que assume o cargo de chefe de gabinete do governador.

Marques já foi efetivado no cargo. Sua nomeação, assim como a de Flávia, foi publicada na edição desta quinta-feira (16) do Diário Oficial do Estado.

O novo secretário de Comunicação (tecnicamente, “superintendente”) é muito ligado profissionalmente à própria Flávia Mignoni. Até hoje, poderia ser considerado o seu “braço operacional” na Secom. Antes de ser promovido, ele era o subsecretário estadual de Imprensa, sob comando direto de Flávia.

Natural de Guaçuí, Raphael Marques tem 39 anos. É graduado em Jornalismo pela Universidade de Vila Velha (UVV) e tem pós-graduação em Comunicação e Marketing pela Candido Mendes.

Começou a trabalhar no Governo do Estado em 2009, no segundo governo de Paulo Hartung, como assessor da Secretaria de Educação (Sedu). Depois disso, foi assessor de imprensa por dois anos na Prefeitura de Vila Velha, durante a gestão de Neucimar Fraga (2009-2012).

Em 2013, teve início sua longa parceria e relação de confiança com Flávia Mignoni. Entre 2013 e 2014, no primeiro governo Casagrande, Marques trabalhou sob o comando dela na Secom. Em 2013, foi gerente de imprensa; no ano seguinte, subsecretário de imprensa.

Com a vitória eleitoral de Paulo Hartung em 2014, Marques passou os quatro anos seguintes como assessor de imprensa direto de Casagrande – período em que o pessebista ficou sem mandato.

Nas eleições de 2018, Casagrande foi novamente eleito governador. Com seu retorno ao Palácio Anchieta, Marques e Flávia Mignoni também voltaram ao governo. Marques voltou a exercer o cargo de subsecretário de Imprensa, novamente sob a chefia de Flávia. E seguiu no cargo desde então, até a mudança processada nesta quinta-feira (16).

A influência de Flávia Mignoni

“Raphael Marques é o que nós chamamos de um ‘secretário prático’”, define uma fonte da cozinha do Palácio Anchieta. Com tanto tempo de atuação direta na cúpula da Secom – e, principalmente, tanto tempo trabalhando ao lado de Flávia –, ele conhece por dentro, como poucos, as engrenagens da comunicação institucional do governo.

Poderá ser rápido e resolutivo, num momento em que Ricardo não tem o menor tempo a perder, já que o atual governo é curto e o período eleitoral já bate à porta. Essa, pelo menos, é a aposta. Foi um fator preponderante para a escolha.

Outra leitura que se impõe diz respeito à influência de Flávia Mignoni. Com seu pupilo (ou braço direito) promovido ao comando da Secom, a jornalista, de certa forma, poderá acumular poderes: além de responder pela chefia de gabinete de Ricardo, manterá influência sobre a comunicação do governo. Mesmo sem o título de “secretária”, tende a ser, na prática, uma secretária poderosa no que se refere a assuntos internos e estratégicos.

A peça que falta na equipe

No dia 2 de abril, noticiamos aqui que o secretário estadual de Planejamento, Álvaro Duboc, seria o secretário de Governo na administração de Ricardo. A mudança de fato já estava bem encaminhada. No entanto, Ricardo declinou de convidar Duboc.

O governador teria alegado que ele já acumula muitas funções estratégicas e que não gostaria de sobrecarregá-lo. Além de secretário de Planejamento, Duboc é o coordenador do Programa Estado Presente, prioridade do governo Casagrande e do novo governo.

À parte eventual mudança discricionária que Ricardo ainda queira fazer, a substituição de Emanuela Pedroso (PSB) na Secretaria de Estado de Governo (SEG) é a única troca impositiva que falta ser concretizada, considerando o rol de 12 secretários do governo Casagrande que se desincompatibilizaram no início de abril para poderem disputar as eleições deste ano. Emanuela saiu para se candidatar a deputada federal.

Por ora, Pedro Caçador Neto, que já estava em cargo menor na mesma pasta, segue respondendo interinamente como secretário de Governo.

A SEG é importantíssima. Por ela, passam os principais projetos do governo, além da coordenação das ações das diferentes secretarias. O ideal é alguém que concilie perfil técnico com perfil político e que seja da máxima confiança pessoal do governador.

Nesta quinta-feira (16), o governo de Ricardo completa duas semanas. E o novo secretário de Governo ainda não foi anunciado. É a peça que falta no quebra-cabeça da nova equipe… além da pasta de Direitos Humanos.

Troca nos Direitos Humanos

Nesta quinta-feira (16), o Diário Oficial do Estado também publicou a exoneração da secretária estadual de Direitos Humanos, Nara Borgo (PSB), antecipada aqui na última terça-feira (14). Nara não quis dar declarações. Foi uma troca feita por decisão de Ricardo Ferraço, já que Nara não saiu para ser candidata.

No lugar dela, interinamente, foi designada Karolayne Cesquim Piassi.

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