Dono da ‘Choquei’ é preso em operação que investiga lavagem com “bets”

Operação da Polícia Federal investiga grupo suspeito de lavar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de apostas online e criptomoedas

Escrito por Redação

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Influenciador Raphael Sousa Oliveira | Foto: Redes Sociais

O influenciador Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, foi preso nesta quarta-feira (15) durante uma operação da Polícia Federal, em Goiânia (GO). A ação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro e movimentações ilegais que ultrapassam R$ 1,6 bilhão.

Além dele, também foram presos os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, apontados como alvos da mesma investigação.

Raphael é criador de um dos maiores perfis de notícias e entretenimento do país, com mais de 27 milhões de seguidores apenas no Instagram. Ele também foi alvo de mandado de busca e apreensão. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o grau de participação do influenciador no suposto esquema.

Alvos no ES e em outros estados

A operação mobiliza mais de 200 policiais federais, que cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos. As ações ocorrem no Espírito Santo e em outros sete estados.

Segundo a Polícia Federal, 31 mandados de prisão foram cumpridos até a manhã desta quarta-feira. Outros três investigados já se encontram no exterior.

As investigações são desdobramentos de apurações anteriores que identificaram um esquema estruturado de lavagem de dinheiro. De acordo com a PF, o grupo utilizava plataformas de apostas de quota fixa — conhecidas como “bets” — para ocultar a origem de recursos ilícitos, incluindo valores ligados ao tráfico internacional de drogas.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens dos investigados, além de restrições à atuação de empresas associadas ao grupo, com o objetivo de interromper as atividades criminosas e preservar ativos para eventual ressarcimento.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos que devem auxiliar no aprofundamento das investigações.

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