- Por Ricardo Coelho
Tenho certeza que a imagem acima já lhe foi apresentada em algum momento. Clássica e muito romântica, ela exibe o chefe numa posição ditadora, como se ele fosse um vilão, e o líder como o herói que salva a equipe, o verdadeiro mocinho da história. Essa ilustração é um clássico exemplo da romantização de tudo o que existe, da necessidade de criar um vilão diante de uma posição hierárquica elevada.
Eu concordo que ser chefe é uma posição, um cargo meramente organizacional, mas a pessoa não precisa ser chefe para ter posição de liderança em uma empresa ou em um grupo. Não discutirei esse mérito para não me delongar. A minha posição é a de que existem diferentes tipos de chefia/liderança, e não que um tipo é vilão e outro mocinho. Tem aquele que é impositor, aquele que vai à frente conduzindo, aquele legalzão, o mala e tantos outros. Depende muito do jeito da pessoa que está conduzindo ou chefiando e da equipe em que ela está à frente.
A função de um chefe é alcançar resultados, e quem leva aos resultados são pessoas. Para isso, ele precisa gerenciar esses indivíduos. Gerenciar nada mais é do que resolver problemas. Logo, um chefe/líder deve resolver os problemas de seu time para, assim, alcançar os resultados. Se ele alcança esses resultados, ele é bom; se não, ele não é bom! É só isso.
Não existe diferença entre chefe e líder quando o indivíduo exerce um papel à frente do time. É tudo a mesma coisa… Agora, se para o entendimento ou interesse, você gosta de ler a palavra líder, tudo bem, mantemos assim. Mas, não passa de uma boa maquiagem de termos simples de serem entendidos.
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