Rota 027
Crianças da Piedade viram guias e revelam roteiros escondidos de Vitória
Foto de Danielli Saquetto

Danielli Saquetto

Jornalista de alma nômade, eu, Dani Saquetto, vivo pronta para cair na estrada. Curiosa e apaixonada por descobrir novos caminhos, acredito que o Espírito Santo é um mundo inteiro em um só lugar — e quero provar isso a cada roteiro. O Na Rota 27 é um convite para viver o Espírito Santo por inteiro: da brisa do mar ao frio das montanhas, do café coado à cerveja artesanal, entre trilhas, sabores e histórias que fazem deste estado um destino para todos os gostos — e orgulho de quem vive aqui.
Turismo na Piedade, em Vitória
Turismo na Piedade, em Vitória. Foto: Reprodução

Gravado por moradores da Piedade, o vídeo entra na trend das redes ao colocar crianças do bairro como guias turísticos e revelar um roteiro pouco explorado da Capital. A proposta, criada pelo líder comunitário Emanuel Rodrigues, mostra trilhas, mirantes e experiências possíveis a poucos minutos do Centro.

Nas imagens, os meninos apresentam pontos do bairro com naturalidade e humor. “Aqui na Piedade tem como ‘cê’ fazer guia turístico. Se ‘cê’ quiser vir conhecer…”, diz um deles logo no início. Em sequência, aparecem locais como o lago do Manel, o “Pedrão”, a antiga bica, a represa e o campo Benjamin Matias, além do acesso ao mirante do Parque da Fonte Grande.

A ideia partiu de Emanuel, presidente da associação de moradores, junto com a noiva, como forma de apoiar o início de um projeto local. “Atualmente na comunidade nós temos um guia recém formado, e com isso estamos dando os primeiros passos para essa iniciativa”. Segundo ele, o vídeo também funciona como convite. “O nosso intuito é mostrar às pessoas que existe valor na comunidade e lugares incríveis a serem explorados.”

Turismo que nasce de dentro

O guia é Matheus Nascimento, morador da região que quer estruturar visitas guiadas na Piedade. Um dos principais atrativos é a trilha que liga o bairro ao Parque da Fonte Grande, com duração média de 30 a 35 minutos de subida em ritmo tranquilo.

Matheus explica que o percurso vai além da caminhada. “A gente aproveita o momento, escuta as histórias da comunidade e vai saindo de um ambiente urbano para um totalmente diferente, de mata fechada”, conta. Considerando subida e descida, o trajeto pode levar entre uma hora e uma hora e meia, dependendo do ritmo e das paradas.

No topo, a recompensa é uma vista ampla de Vitória. “Dá pra ver o Centro, o porto, o Penedo. É uma das melhores visões daqui”, destaca. Apesar do potencial, ele reforça que ainda é um roteiro pouco conhecido, mesmo começando dentro da cidade.

Porta de entrada para renda

Para Emanuel, a repercussão do vídeo abre caminho para algo maior. “Isso vai ajudar demais. A ideia é que as pessoas se sintam confortáveis para explorar e conhecer a nossa comunidade”, afirma. Ele também vê no turismo uma possibilidade concreta de geração de renda. “Um espaço onde os moradores possam gerar renda e viver com dignidade.”

Serviço

Interessados em conhecer a trilha e o roteiro na comunidade podem entrar em contato com o guia Matheus Pedro pelo telefone (27) 98856-3347.

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