Anvisa alerta para perigo em alisantes com formol
Escrito por Rodrigo Gonçalves

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Alisantes capilares com formol
Produtos com formol ou ácido glioxílico podem causar danos respiratórios e capilares. Foto: FreePik
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta de segurança nesta segunda-feira (7) sobre os riscos à saúde causados por alisantes capilares, especialmente os que contêm formol (ou formaldeído) e ácido glioxílico — substâncias proibidas para alisamento no Brasil. O uso irregular desses produtos pode provocar irritações na pele, problemas respiratórios e danos irreversíveis aos cabelos. De acordo com a agência, o formol é permitido apenas como conservante, em concentrações de até 0,2%, e como endurecedor de unhas, até 5%. Seu uso para alisar cabelos, no entanto, é proibido e oferece sérios riscos à saúde. O ácido glioxílico, também vetado para alisamento, representa um risco ainda maior quando aquecido — processo comum durante o uso de chapinhas ou secadores. A Anvisa destaca que os efeitos podem ser agravados quando o produto é associado a procedimentos como descoloração, gerando reações químicas nocivas ao organismo e à estrutura capilar.

Alerta vale para consumidores e profissionais

No informe, a Anvisa orienta consumidores e profissionais de salões de beleza a redobrarem os cuidados. Entre as recomendações, estão:
  • Verificar se o produto tem registro na Anvisa
  • Evitar produtos sem rótulo ou com promessas milagrosas
  • Seguir corretamente as instruções de uso
  • Interromper o uso caso surjam ardência, coceira ou dificuldade para respirar
Já os profissionais devem recusar o uso de substâncias proibidas, mesmo que a pedido do cliente. O uso de equipamentos de proteção individual e a manutenção de ambientes bem ventilados também são apontados como medidas fundamentais para evitar a exposição a vapores tóxicos.

Crime previsto no Código Penal

A Anvisa lembra que a adição de formol a cosméticos é uma infração sanitária grave e pode ser enquadrada como crime hediondo, conforme o artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação de produtos medicinais e cosméticos. A agência reforça a importância do monitoramento contínuo de produtos após a comercialização, com o objetivo de proteger a saúde pública e coibir o uso de substâncias com alto potencial tóxico. Consumidores que identificarem irregularidades podem registrar denúncias por meio dos canais oficiais da Anvisa ou diretamente com as vigilâncias sanitárias locais. LEIA MAIS:

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