Venda irregular de Mounjaro e celulares leva PF a empresário capixaba

Operação apreendeu celulares importados sem comprovação fiscal e medicamentos para emagrecimento trazidos irregularmente do Paraguai.

Escrito por Redação

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Foto: Reprodução/Polícia Federal

Um empresário de 35 anos foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (17), em Vitória. A ação faz parte da Operação Black Station, que investiga a importação clandestina de aparelhos eletrônicos e medicamentos para emagrecimento comercializados de forma irregular no Espírito Santo.

Durante a operação, os agentes cumpriram dois mandados de busca e apreensão, um na residência e outro no estabelecimento comercial do investigado. Segundo a PF, ele é suspeito de introduzir produtos estrangeiros no país sem autorização, além de realizar o transporte, armazenamento e venda das mercadorias.

De acordo com as investigações, o empresário adquiria os produtos no Paraguai e promovia a entrada clandestina deles em território brasileiro. Posteriormente, os itens eram comercializados em uma loja localizada na capital capixaba.

A apuração teve início após uma denúncia recebida pelo canal oficial Comunica PF.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam 19 aparelhos celulares, 256 ampolas de tirzepatida e 26 canetas de retatrutida. Conforme a PF, os medicamentos foram produzidos em laboratórios paraguaios e seriam destinados ao comércio irregular no Espírito Santo.

A Polícia Federal informou que os celulares eram vendidos sem comprovação do recolhimento dos tributos federais incidentes sobre a importação. Já os medicamentos eram comercializados em desacordo com as normas sanitárias brasileiras.

Medicamentos exigem controle sanitário

De acordo com a polícia, a tirzepatida é um medicamento aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e comercializado no Brasil sob a marca Mounjaro. A venda do produto exige retenção de receita médica.

A corporação destaca que a importação e comercialização de medicamentos provenientes do Paraguai sem autorização representam riscos à saúde pública, principalmente pela falta de garantias sobre procedência, qualidade, armazenamento e controle sanitário.

Já a retatrutida ainda está em fase de desenvolvimento clínico e não possui autorização para comercialização no Brasil.

Crimes

Ainda de acordo com a PF, o empresário poderá responder, em tese, pelos crimes de descaminho e importação irregular de medicamentos, sem prejuízo da apuração de outros delitos que possam ser identificados ao longo das investigações.

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