Criança morre após comer mingau no ES; polícia investiga

Segundo o Boletim de Ocorrência do caso, menino de 10 anos morava com o pai e a madrasta na zona rural de São Mateus

Escrito por Redação

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Foto: Divulgação/PCES

Um menino de 10 anos morreu na madrugada desta quinta-feira (22) na zona rural de São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Segundo o Boletim de Ocorrência, o caso foi registrado pela PM por volta de 1h35, próximo a região conhecida como Roça de Coco.

De acordo com as investigações iniciais, o menino morreu em casa, após apresentar mal-estar durante a noite. Ele foi encontrado pelos médicos do Samu caído no chão da sala, sem sinais vitais, com espuma na boca e sangramento. As equipes tentaram realizar manobras de reanimação, mas não tiveram sucesso.

O pai da criança disse para a polícia que o menino havia se queixado de dores no início da noite e tomou Dipirona. Posteriormente, foi preparado um mingau de trigo, e, após continuar relatando desconforto, foi dado a criança um medicamento de nome “Fitobiloba”, em quantidade que ele não soube precisar. Pouco tempo depois, a criança passou mal e perdeu a consciência.

Aos policiais, o pai disse ainda que não chegou a acionar o socorro imediatamente ao perceber que o filho estava passando mal. A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia no local e a remoção do corpo do menino, que foi encaminhado à Seção Regional de Medicina Legal (SML), em Linhares.

O caso foi registrado como encontro de cadáver e o procedimento foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Mateus, que aguarda o resultado dos exames que vão apontar a causa da morte.

“De acordo com a legislação, o prazo para a emissão do laudo pericial é de 10 dias, podendo este prazo ser prorrogado a requerimento dos peritos. Em situações que requerem exames laboratoriais, o processo pode levar mais tempo, especialmente quando são necessários exames de DNA (até 30 dias), exames toxicológicos amplos e exames histopatológicos, um procedimento laboratorial que envolve a análise microscópica de tecidos biológicos (entre 60 a 90 dias)”, informou a Polícia Civil em nota.

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