O que muda com a negociação do café conilon capixaba na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo
Escrito por Fabio Botacin

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A partir desta segunda-feira (23), negociações de café conilon para contratos futuros serão realizados na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3. Com esse novo passo, se estabelece um novo marco para o setor cafeeiro brasileiro e também capixaba. Produtores da variedade no Espírito Santo terão uma nova ferramenta para comercializar produtos e garantir preços mais jutos, conforme avaliação da Secretaria estadual da Agricultura.

Os contrato futuros são para café conilon cru, tipo 7-35 ou superior, com entrega física no município de Vitória, no Espírito Santo. Cada contrato corresponderá a 100 sacas de 60 kg.

O QUE MUDA?

Colheita do café conilon

Com a negociação na B3, o café conilon capixaba ganhará maior visibilidade no mercado nacional e internacional, além de maior liquidez. A bolsa também será responsável por avaliar as amostras de café e verificar os critérios de qualidade estipulados nos contratos, garantindo a segurança das transações.

Presente na B3, o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, enfatizou a transformação disso para o agronegócio capixaba.

“A entrada do conilon na B3 é um passo fundamental para consolidar o setor cafeeiro capixaba. Ao reduzir as oscilações de preço e aumentar a liquidez do mercado, essa medida protege o patrimônio dos nossos cafeicultores e suas famílias”, afirma Bergoli.

ES: maior produtor do Brasil de conilon

Com essa inclusão, o Espírito Santo, maior produtor e exportador de conilon do Brasil, ganha um importante instrumento para estabilizar os preços e garantir maior previsibilidade ao setor. A B3 atuará como um termômetro do mercado, sinalizando as tendências de preços e permitindo que produtores e demais envolvidos no negócio planejem suas atividades com mais segurança, de acordo com a secretaria.

“Essa iniciativa promete revolucionar o mercado e oferecer mais oportunidades para produtores e compradores. O Espírito Santo se destaca como um dos maiores produtores de café conilon e robusta do Brasil. Essa produção expressiva contribui significativamente para o fortalecimento do setor cafeeiro brasileiro no cenário internacional”, informa o comunicado da pasta.

NOVOS INVESTIDORES

A inclusão do conilon na B3 também deve atrair novos investidores para o setor, ampliando as possibilidades de negócios e fortalecendo a cadeia produtiva.

Além disso, a maior visibilidade do produto no mercado financeiro pode impulsionar as exportações e consolidar a posição do Espírito Santo como principal produtor mundial de conilon.

Estiveram presentes na ocasião representantes do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), do Centro de Comércio de Café de Vitória (CCCV), das Cooperativas de Café do Espírito Santo e de todo o arranjo produtivo da cadeia no Estado.

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