Praia de Camburi recebe encontro de conscientização sobre epilepsia

Ação aberta ao público integra a campanha Março Roxo e levará informação e orientação a atletas, famílias e frequentadores da orla, a partir das 8h

Escrito por Redação

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Jacque Barros é embaixadora estadual da Associação Brasileira de Epilepsia (ABE) e também tem uma filha com epilepsia - Foto: Divulgação

A Praia de Camburi, em Vitória, será palco de uma ação de conscientização sobre epilepsia neste sábado, 21 de março. A partir das 8h, o estacionamento em frente ao antigo hotel Aruan recebe o “Encontro pela Epilepsia”, iniciativa que busca ampliar o diálogo com a população e levar informação qualificada sobre a condição neurológica.

Aberto ao público, o evento – que é parte da programação do Março Roxo, campanha internacional dedicada à conscientização sobre epilepsia – contará com a instalação de uma tenda do conhecimento, espaço voltado à orientação de atletas, praticantes de atividades físicas, famílias e frequentadores da praia que circulam pelo local durante a manhã.

De acordo com Jacque Barros, embaixadora estadual da Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), durante o encontro serão realizadas ações de conscientização com foco na desmistificação da epilepsia, no combate ao estigma e na orientação sobre como agir diante de uma crise convulsiva. “A proposta é aproximar o tema da população de forma acessível, aproveitando o grande fluxo de pessoas que utilizam o calçadão para caminhadas, corridas e outras atividades ao ar livre. É fundamental integrarmos a comunidade na construção de uma sociedade mais informada e preparada para lidar com situações relacionadas à epilepsia”, destaca.

Março Roxo

No Brasil, o Ministério da Saúde identifica que cerca de 2% da população é acometida pela epilepsia, representando aproximadamente 2 milhões de brasileiros. Como forma de conscientização sobre o problema, Março é considerado o mês roxo, no qual as pessoas do mundo inteiro acompanham informações e movimentações a fim de promover e estimular a luta pelos direitos à inclusão social, profissional e econômica das pessoas diagnosticadas com a doença.

Como surge a epilepsia?

Não existe pré-condição ou uma origem determinada para desenvolver epilepsia. No entanto, pessoas que sofreram alguma lesão cerebral, como vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), ou algum trauma durante o parto estão mais suscetíveis a desenvolverem o distúrbio.

Como identificar?

Especialistas ressaltam que apesar da convulsão ser a manifestação mais conhecida e retratada de crises epiléticas, não é o único fator de alerta da doença. Há crises que apenas alteram a consciência e percepção, podendo ter alterações motoras e sensitivas também, a pessoa fica “fora do ar”. Pode vir a mexer a boca, movimentar involuntariamente os braços e na volta não se lembrar de nada.

O diagnóstico ocorre quando há repetição da crise. Nos casos em que a convulsão dura cinco minutos ou mais, há forte indício de que a doença já esteja em um estágio avançado. É fundamental procurar o neurologista em quaisquer que sejam os casos.

Tem tratamento?

O tratamento tem como base remédios que inibem descargas elétricas involuntárias no cérebro. O Sistema Único de Saúde (SUS), inclusive, disponibiliza todo o tratamento e acompanhamento médico necessário desde o diagnóstico da doença.

Uma das substâncias que está em constante estudo e já revelou eficientes resultados no controle das crises epiléticas é o Canabidiol (CBD), também chamada de Cannabis Medicinal.

Encontro pela Epilepsia

Quando: 21 de março (sábado), a partir das 8h

Local: Praia de Camburi (estacionamento em frente ao antigo hotel Aruan)

Informações: @abepilepsia_es

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