A proposta de construir um portal turístico na entrada de Alegre, no Sul do Espírito Santo, virou motivo de debate nas redes sociais. O projeto, orçado em R$ 396 mil, recebeu críticas de moradores que questionam a prioridade do investimento e defendem que os recursos poderiam ser destinados para outras obras consideradas mais urgentes para o município.
A Prefeitura de Alegre abriu uma enquete nas redes sociais para consultar a opinião da população sobre a execução da obra e escolher o melhor projeto. A proposta apresentada pela Prefeitura de Alegre prevê três modelos diferentes para o portal turístico.
Segundo o município, a ideia é que a estrutura represente a identidade da cidade. As opções incluem um projeto inspirado na arquitetura histórica do Solar Miguel Simão e da Escola Professor Lellis; outro baseado no estilo do Castelinho da Ufes; e uma terceira alternativa com linhas modernas e futuristas. A população pode escolher o modelo preferido por meio de uma enquete nas redes sociais da prefeitura.
O portal será construído na BR-482, nas proximidades do distrito de Rive, e será custeado com recursos destinados pelo deputado federal Messias Donato. Segundo a administração municipal, o projeto arquitetônico foi elaborado pela empresa TMV Engenharia e doado ao município, sem custos para os cofres públicos nessa etapa.
A publicação da prefeitura rapidamente passou a reunir comentários favoráveis e contrários ao projeto. Entre as principais críticas, moradores afirmam que, embora reconheçam a importância de valorizar o turismo, o município possui outras demandas consideradas prioritárias. Muitos defendem que o valor previsto para a obra poderia ser aplicado em melhorias na infraestrutura urbana, pavimentação de ruas, saúde, educação ou outras intervenções voltadas diretamente ao dia a dia da população.
Já os defensores da iniciativa argumentam que um portal pode fortalecer a identidade visual da cidade, contribuir para o turismo e funcionar como um cartão de visitas para quem chega ao município.
Segundo a administração municipal, a prefeitura não terá custo, já que o projeto foi uma doação e o recurso para a obra veio por meio de uma emenda parlamentar. A enquete para a votação está disponível na publicação oficial da prefeitura até o fim da semana.
Em nota, a prefeitura afirmou que a iniciativa faz parte da política de transparência adotada pelo município e reforçou que busca ampliar a participação popular nas decisões relacionadas aos investimentos públicos.





