Moradores da Rua Cyro Lopes Pereira, em Jardim da Penha, Vitória, enfrentaram quase 14 horas sem energia elétrica entre a noite de terça-feira (16) e a manhã desta quarta-feira (17). A falta de luz causou transtornos, prejuízos e revolta entre quem vive na região.
Segundo a EDP, concessionária responsável pelo fornecimento de energia no Espírito Santo, o problema foi provocado pelo contato de galhos de árvores com a rede elétrica durante os fortes ventos registrados na capital.
Enquanto aguardavam a normalização do serviço, moradores afirmam que abriram diversos chamados para a empresa, mas não receberam informações sobre quando a energia seria restabelecida. A luz só voltou na manhã desta quarta-feira.
Durante o período sem fornecimento, moradores precisaram lidar com uma série de dificuldades. Em alguns prédios, alimentos armazenados em geladeiras e freezers acabaram descongelando. Houve também problemas para carregar celulares, utilizar elevadores e acessar portões eletrônicos.
Apesar de a concessionária atribuir a interrupção à ventania, quem mora na rua afirma que a situação está longe de ser um caso isolado.
“Sempre que chove ou acontece registro de ventos, a rua fica sem energia elétrica e demora muito para o serviço ser restabelecido. Algumas vezes ela cai e volta em um minuto, aí cai de novo. Dá uns picos. Sempre corremos o risco de alguém perder algum equipamento eletrônico”, relatou uma moradora da região que não quis se identificar.
Segundo ela, mesmo quando a energia é restabelecida em outras partes de Jardim da Penha, a Rua Cyro Lopes Pereira costuma ser uma das últimas a ter o serviço normalizado.
“É sempre um transtorno. Idosos ficam sem poder usar os elevadores dos prédios, síndicos precisam ficar monitorando os portões eletrônicos e nós nunca temos uma explicação de por que demora tanto”, afirmou.
Procurada pela reportagem, a EDP não informou o motivo da demora para o restabelecimento do serviço. Em nota, a empresa disse apenas que equipes técnicas atuaram no local e que o fornecimento de energia já foi totalmente normalizado.


