A região de Setiba, em Guarapari, poderá receber um novo aeroporto voltado principalmente para operações logísticas e de distribuição de cargas. O projeto, ainda em fase inicial de estudos e tratativas, já desperta interesse de grandes empresas, entre elas, a Amazon. O investimento estimado para o aeroporto e toda a cadeia de serviços associada gira em torno de R$ 1 bilhão.
A informação foi detalhada pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Otávio Postay, que afirmou que a prefeitura mantém diálogo há cerca de 15 meses com empresas nacionais e internacionais interessadas no empreendimento.
A expectativa da prefeitura é que o complexo aeroportuário gere inicialmente mais de dois mil empregos diretos e indiretos, podendo chegar a cinco mil postos de trabalho com o avanço das operações e implantação da retroárea logística.
Segundo ele, o projeto tem potencial para transformar Guarapari em um novo eixo logístico do Sudeste brasileiro. “Estamos dialogando e buscando a consolidação econômica da viabilidade do aeroporto. A implantação de um equipamento desse porte mudará completamente o eixo logístico da região Sudeste brasileira”, afirmou o secretário.
A proposta prevê que o aeroporto seja instalado na região de Setiba, próxima à BR-101 e em uma área considerada estratégica pela proximidade com o sistema portuário, futura ferrovia e malha rodoviária.
Além do foco logístico, o aeroporto também poderá receber voos executivos não comerciais, mantendo ligação com o turismo e o desenvolvimento econômico de Guarapari.
O prefeito Rodrigo Borges afirmou que o projeto ainda está em discussão com órgãos ambientais e demais entidades responsáveis. “A ideia inicial é levar o aeroporto para a região de Setiba e com isso entraria na área de impacto do parque. Por isso estamos em diálogo com o IEMA”, explicou.
Segundo o prefeito, o projeto ainda está “no embrião” e precisará passar por audiências públicas e debates dentro da revisão do Plano Diretor Municipal (PDM).
O empreendimento já possui um Plano Diretor aprovado pela ANAC desde 2015, mas ainda depende de adequações urbanísticas, ambientais e da consolidação dos estudos de viabilidade econômica.


