A retomada da Samarco, com destaque para o Complexo de Ubu, em Anchieta, se consolida como um dos movimentos industriais mais relevantes do país nos últimos anos. Em fase de expansão, a mineradora projeta alcançar 100% da capacidade produtiva até 2028, dentro de um plano que envolve investimentos robustos, inovação tecnológica e mudanças estruturais na forma de operar.
O projeto da mineradora prevê um aporte total de R$ 13,8 bilhões nas unidades de Germano, em Minas Gerais, e Ubu, no Espírito Santo. Desse montante, cerca de R$ 3,5 bilhões estão sendo aplicados diretamente no território capixaba, com foco na modernização das plantas industriais e no fortalecimento da cadeia produtiva.
Segundo Ivi Segrini Martins, Gerente de Manutenção do Complexo de Ubu, atualmente a operação já atingiu cerca de 60% da capacidade instalada, seguindo uma curva gradual de crescimento iniciada após a retomada das atividades. A entrevista foi concedida ao programa Em Destaque, da TV Sim/SBT.
A gerente informou que, no Complexo de Ubu, os investimentos estão concentrados na modernização das usinas de pelotização, responsáveis por transformar o minério de ferro em pelotas, principal produto exportado pela empresa.
As melhorias incluem atualização de sistemas elétricos, automação e renovação de ativos industriais, com foco na segurança operacional e na estabilidade dos processos. A proposta é tornar a planta mais eficiente e alinhada às tecnologias mais avançadas do setor mineral.
“A segurança é um valor inegociável da Samarco. Nossas estruturas são monitoradas 24 horas por dia. Contamos com as melhores tecnologias para controlar o setor produtivo e garantir o processo seguro das nossas operações”, afirmou.
Segurança
O minério extraído em Minas Gerais é transportado por mineroduto até o Espírito Santo, onde passa por processos de filtragem, mistura de insumos e pelotização. Após essa etapa, o material é exportado para diversos países a partir do porto de Ubu.
Um dos principais avanços da nova fase da Samarco é a adoção do sistema de filtragem e empilhamento a seco de rejeitos, eliminando a necessidade de barragens. Cerca de 80% dos rejeitos gerados são compostos por material arenoso, o que permite a filtragem e posterior empilhamento em pátios. A mudança representa um ganho significativo em segurança e redução de impactos ambientais.
Além disso, parte dos rejeitos passa a ser reaproveitada no próprio processo produtivo, reforçando o conceito de economia circular dentro da mineração. As estruturas da empresa são monitoradas 24 horas por dia, com uso de tecnologias avançadas para garantir o controle e a segurança das operações.


