Pesquisa vai recuperar parque atingido por queimadas no ES

O objetivo não é apenas restabelecer a cobertura vegetal, mas também a biodiversidade da região

Escrito por Redação

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Após ser atingido um período de queimadas devastador, o Parque Estadual Mata das Flores, localizado no município de Castelo, no Sul do Espírito Santo, está passando por uma avaliação de pesquisadores para saber mais sobre o impacto do fogo nas áreas afetadas e apoiar o desenvolvimento de um plano de recuperação.

O objetivo não é apenas restabelecer a cobertura vegetal, mas também a biodiversidade da região.

Veja no final da matéria as imagens do incêndio em Castelo neste ano.

Os pesquisadores, com mais de 12 anos de monitoramento da flora do Parque, realizaram um levantamento preliminar da situação das áreas queimadas.

“Durante a visita, ficou evidente o grande impacto causado pelo incêndio, que destruiu parte significativa da vegetação da Unidade de Conservação (UC), já fragilizada por eventos de seca severa ocorridos nos anos anteriores, como as de 2016 e 2017”, destaca o comunicado do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema).

SECAS E QUEIMADAS

De acordo com o professor universitário Mário Garbin, um dos pesquisadores participantes, os dois episódios de seca consecutivos trouxeram impacto mais severo em 2023 e 2024.

“Agora, o desafio é entendermos como a Mata das Flores vai se recuperar frente a esse evento de queimada e incêndio. É um desafio enorme e precisamos compreender a capacidade de regeneração da Mata das Flores, especialmente diante das secas, que estão se tornando cada vez mais frequentes devido às mudanças climáticas, e agora também em relação aos incêndios, que têm se tornado cada vez mais comuns”, afirmou Mário Garbin.

COMO É O TRABALHO NO PARQUE?

Os especialistas atuam na Mata das Flores desde 2012. O trabalho deles inclui a avaliação do impacto das queimadas nas diferentes áreas do Parque, o que é essencial para definir as estratégias de recuperação. Enquanto algumas áreas já apresentam condições para recuperação imediata, outras exigem ações mais complexas, como o uso de banco de sementes e o controle do avanço de espécies exóticas invasoras.

As etapas de recuperação e monitoramento, agora em andamento, fazem parte de um esforço contínuo para garantir que o PEMF recupere sua saúde ecológica e continue sendo um importante refúgio de biodiversidade no Estado. O apoio dos pesquisadores é um exemplo de colaboração entre a gestão do Parque e a comunidade científica.

“É muito importante contar com esses profissionais, que dedicam seu tempo e conhecimento para ajudar na recuperação da vegetação. Mesmo sem obrigação formal, eles têm se mostrado dispostos a contribuir”, destacou Daniela Soares, doutora em Ecologia de Ecossistemas e servidora do Iema.

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