Operação ‘Mata Atlântica em Pé’ fiscaliza áreas desmatadas do bioma
Escrito por Rodrigo Gonçalves

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Uma operação para combater o desmatamento da Mata Atlântica nos últimos anos começou nesta segunda (19) e vai até o dia 30 deste mês. A parceria entre o Ministério Público e órgãos ambientais visa identificar os responsáveis pela degradação nos 17 estados em que a vegetação está presente.

No estado, 26 localidades serão vistoriadas. Esta é a quinta edição nacional da operação, e a expectativa é de ampliar o número de fiscalizações e autuações. A novidade é a utilização de novas tecnologias, como drones e imagens por satélites que capturam desmatamento de até 1/ 3 de hectare.

A operação no Espírito Santo é coordenada pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), com apoio da Polícia Militar Ambiental (BPMA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf) e Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH).

Até o fim do mês, serão contabilizadas as ações de fiscalização, e os responsáveis poderão responder judicialmente pelos crimes ambientais.

Mata atlântica

A Mata Atlântica é um dos biomas mais explorados e devastados pela ocupação humana. Cerca de 70% da população brasileira vive em território antes coberto por ela. Por isso, a preservação do que ainda resta do bioma é fundamental para questões como a qualidade do abastecimento de água nas cidades.

A estimativa é de que apenas 12% da vegetação original esteja preservada, sendo  80% desse número mantidos em propriedades particulares. É um dos biomas que apresenta a maior diversidade de espécies de fauna e flora – tanto que alguns trechos da floresta são declarados Patrimônio Natural Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A mais recente edição do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, publicada em maio deste ano, mostra um aumento de 66% de redução do bioma em relação ao levantamento anterior.

Foram 21.642 hectares de floresta nativa desmatada entre 2020 e 2021, o equivalente a mais de 20 mil campos de futebol, enquanto de 2019 a 2020 o registro foi de 13.053 hectares. Comparando com a marca de 2017 a 2018, quando se atingiu o menor índice de desflorestamento da série histórica (11.399 hectares), o aumento deste ano chega a 90%.

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