A cheia do Rio Doce, em Linhares, cidade localizada na região Norte do Estado, atingiu a fazenda experimental do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) nesta quinta-feira (13). O local teve as plantações de café, pimenta e cacau destruídas pelo volume de água. (Veja as imagens no final da página).
A enchente também afetou as pesquisas realizadas pelo Incaper na região. Os oito laboratórios, que ficam na parte superior do terreno, foram alcançados pela inundação e pode ter destruído os estudos. A grande área alagada também margeia o trecho da BR 101 na cidade, entre o posto da PRF e a ponte que dá acesso à Linhares, o que provoca também surpresa entre os motoristas que passam pelo trecho.
Segundo o diretor do Incaper Otaciano Neto, a dimensão total das perdas só poderão ser calculada depois das águas baixarem. “Vamos ter que reiniciar tudo novamente, o momento é aguardar para fazermos a análise de tudo”, afirmou.
Os espaços de pesquisa são: análise de solos fitopatologia, entomologia, controle biológico, sementes cultura de tecidos e células vegetais, biologia molecular e fisiologia vegetal.
Cheia do Rio Doce
O nível do Rio Doce atinge cidades do Sul e Noroeste do Espírito Santo desde o inicio dessa semana. A cota de inundação foi ultrapassada nas cidades cortadas pelo rio, como Baixo Guandu, Colatina e Linhares, onde nesta quinta-feira (13), chegou a 5,79 metros, e está com 3 metros a mais do aceitável na região. Já em Colatina, que também teve problemas com a cheia, a medição apontou 7,72 metros nesta tarde. No momento mais crítico das chuvas em todo o Estado, o número de desbarrigados e desalojados passou dos 1.700.


