Os dois motores do avião que transportava a cantora Marília Mendonça na última sexta-feira (5) foram retirados na tarde de hoje. Desde o último sábado, uma empresa recolhe a estrutura do bimotor, que caiu em uma região de cachoeiras na zona rural da cidade de Piedade de Caratinga, a cerca de 295 quilômetros de Belo Horizonte.
Os dois motores se soltaram do avião com o impacto do acidente. Segundo fontes ouvidas pelo repórter da Record TV e colunista do R7 Luiz Fara Monteiro, isso indica que os motores foram as primeiras partes do avião a bater no solo e que a força extrema da colisão fez com que fossem arremessados para longe da aeronave.
Ainda segundo os especialistas, os motores provavelmente estavam na fuselagem do avião até a queda – ou seja, nenhum deles havia se soltado antes. Isso aconteceu mesmo em um terreno irregular e cheio de pedras, o que revelaria a intensidade do choque entre o avião e o solo.
Marília Mendonça viajava a trabalho e faria um show na cidade de Caratinga poucas horas depois do acidente. Além dela, havia mais quatro pessoas a bordo: o produtor Henrique Ribeiro, o tio e assessor Anicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros Júnior e o copiloto Tarciso Pessoa Viana. Todos morreram.
Perícia
Com a retirada dos motores da aeronave, toda a estrutura do avião foi removida do local. Na noite de sábado (7), a carcaça da aeronave foi içada com um guindaste e colocada em um caminhão. No dia seguinte, foi levada para um hangar no aeroporto de Caratinga, onde será realizada a segunda etapa da perícia.
Investigadores do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) foram enviados a Minas Gerais de uma das bases regionais do órgão, localizada no Rio de Janeiro. A apuração da FAB busca identificar as causas do acidente para prevenir episódios semelhantes. O apontamento de possíveis responsabilidades ficará a cargo da polícia.
No local, os investigadores da Aeronáutica ouvem testemunhas que possam dar informações sobre o trajeto. Também fotografam as cenas, reúnem documentos e retiram partes da aeronave para análise. Segundo a FAB, não existe um tempo previsto para a duração dessas primeiras medidas. O prazo depende da complexidade da ocorrência.


