O cinema capixaba encerrou o 33º Festival de Cinema de Vitória em destaque. Das principais premiações da noite de encerramento, realizada neste sábado (25), produções do Espírito Santo conquistaram os troféus mais cobiçados, incluindo o prêmio de Melhor Longa-Metragem, escolhido tanto pelo júri oficial quanto pelo público, além de reconhecimentos em diferentes mostras competitivas.
O grande vencedor da Mostra Competitiva Nacional de Longas foi o documentário “A Caminhada Sagrada de Tatatxi Ywareté”, dirigido por Marcelo Guarani (Wera Djekupe). O filme conquistou o Troféu Vitória de Melhor Filme pelos júris técnico e popular e ainda levou o prêmio de Melhor Contribuição Artística, consolidando-se como o principal destaque desta edição.
Nos curtas-metragens, o Espírito Santo também teve forte presença entre os premiados. O filme “O Que Faço Com Isso Agora Que Acabou?”, de Natália Dornelas e Julia Uliana, venceu como Melhor Filme na votação popular e ainda recebeu o Prêmio Especial do Júri. Já “Irmã”, de Anderson Bardot, conquistou dois Troféus Vitória: Melhor Interpretação, com Arthur Batista Leão, e Melhor Fotografia, assinada por Andie Freitas. Além disso, o curta foi escolhido pelo Canal Brasil como o melhor da mostra nacional, garantindo um prêmio de R$ 15 mil.
Outras produções capixabas também subiram ao palco. Na Mostra Foco Capixaba, “Liberdade de Morar', de Penha Souza, venceu tanto pelo júri oficial quanto pelo popular. Em outras categorias, “Noites Proibidas”, “Depois Levanta Voo ou Abisma-se”, ‘Pra Morrer Basta Estar Vivo” e o videoclipe “Filtro” também receberam o Troféu Vitória na escolha do público.
Ao longo de oito dias de programação, o festival exibiu 87 produções brasileiras, sendo 80 curtas e sete longas, distribuídas em 11 mostras competitivas. As obras selecionadas representam a produção audiovisual contemporânea realizada entre 2025 e 2026 e reuniram realizadores e artistas de diversas regiões do país na capital capixaba.

