A Argentina apostou na história para tentar chegar à final da Copa do Mundo de 2026. Para enfrentar a Inglaterra nesta quarta-feira (15), pela semifinal, a Associação do Futebol Argentino (AFA) pediu autorização à Fifa para usar a camisa azul-marinho, o mesmo uniforme utilizado na histórica vitória sobre os ingleses nas quartas de final do Mundial de 1986, eternizada por Diego Maradona.
Segundo o jornal espanhol As, o pedido foi feito menos de 48 horas antes da partida e acabou aprovado pela Fifa. Como a Inglaterra é a mandante do confronto, atuará com seu tradicional uniforme branco, abrindo espaço para que os argentinos deixem de lado a camisa listrada em azul-celeste e branco.
A escolha vai além de uma questão estética. O uniforme azul ficou marcado como um símbolo de um dos capítulos mais emblemáticos da rivalidade entre as seleções. Na Copa de 1986, no México, a Argentina derrotou a Inglaterra por 2 a 1, em um jogo que entrou para a história graças aos dois gols de Maradona: o polêmico gol com a mão, conhecido como “La Mano de Dios”, e o lance considerado um dos mais bonitos de todos os tempos, quando driblou praticamente todo o time inglês antes de marcar.
O retrospecto em Copas do Mundo também reforça a superstição argentina. Este será o sexto encontro entre as seleções no torneio. As duas vitórias da Argentina aconteceram com a equipe vestindo a camisa azul. Já quando entrou em campo com o uniforme titular, listrado em azul-celeste e branco, a seleção nunca conseguiu vencer os ingleses.
Em 1966, na Inglaterra, os donos da casa venceram por 1 a 0 nas quartas de final e seguiram rumo ao título mundial. Em 2002, na fase de grupos da Copa disputada na Coreia do Sul e no Japão, a Inglaterra voltou a levar a melhor por 1 a 0, resultado que contribuiu para a eliminação argentina ainda na primeira fase.
Agora, às vésperas de mais um duelo decisivo entre duas das maiores rivalidades do futebol mundial, os argentinos esperam que o uniforme azul volte a dar sorte e repita o roteiro vivido há 40 anos, quando Maradona comandou uma das vitórias mais marcantes da história das Copas.






