Um homem apontado pelas investigações como mandante da morte do vereador Marcos Augusto Costalonga, de Presidente Kennedy, foi preso nesta terça-feira (14), em Itaguaí, no Rio de Janeiro.
Gilbert Wagner Antunes Lopes, conhecido como “Waguinho Batman”, era um dos procurados pela Justiça do Espírito Santo. A prisão aconteceu após um trabalho conjunto entre as polícias civis do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.
Segundo as investigações, ele foi localizado no bairro Engenho depois de cerca de dois meses de monitoramento e troca de informações entre as equipes dos dois estados.
Ainda de acordo com a investigação, Gilbert mudava de endereço com frequência e passava por diferentes cidades do Rio de Janeiro para tentar não ser localizado.
Na última sexta-feira (10), ele chegou a ser encontrado em Mangaratiba, mas conseguiu fugir ao se misturar às pessoas que participavam de um evento. As buscas continuaram e terminaram com a prisão nesta terça-feira.
Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça do Espírito Santo.
Investigado pela morte de vereador
As investigações apontam Gilbert Wagner Antunes Lopes como mandante do assassinato do vereador Marcos Augusto Costalonga, ocorrido em 27 de maio de 2021, em Presidente Kennedy.
Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por uma dívida que o investigado tinha com a vítima. Além desse caso, ele também é investigado por ameaças contra autoridades públicas, entre elas um procurador de Justiça.
Relembre o crime
Na noite de 27 de maio de 2021, Marcos Augusto Costalonga voltava de uma partida de futebol acompanhado da esposa e de um amigo quando o carro em que eles estavam foi atingido por diversos tiros.
O vereador morreu ainda no local. Após os disparos, o veículo saiu da pista e caiu em um barranco às margens da estrada.
A esposa do vereador e o amigo que estava no carro ficaram feridos e foram socorridos.
Segundo as investigações, nenhum pertence das vítimas foi levado, o que reforçou a suspeita de que o ataque havia sido planejado previamente.
De acordo com a Polícia Civil, o apelido “Batman” faz referência a um antigo integrante de milícia que atuava na Zona Oeste do Rio de Janeiro, em alusão à suposta ligação do investigado com grupos paramilitares.


