O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), declarou pela primeira vez apoio público à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A declaração foi feita durante entrevista ao radialista Alexandre Pittoli, no canal conservador Auriverde.
A declaração ocorre em um momento de indefinição sobre o apoio do PL à possível candidatura de Pazolini ao Governo do Espírito Santo em 2026. Apesar de as negociações entre os partidos ainda não terem sido oficialmente concluídas, o discurso do prefeito foi interpretado como um sinal de que a aliança entre Republicanos e PL está mais próxima.
Durante a entrevista, Pazolini também defendeu a pré-candidatura de Maguinha Malta (PL) ao Senado, destacando a importância de fortalecer a representação da direita no Congresso.
“Precisamos de um Senado forte. Por isso, a importância da pré-candidatura da senadora Maguinha, para que, de fato, o sistema possa funcionar e para que não haja sobreposição de um Poder sobre o outro”, afirmou.
Ao comentar o cenário político no Espírito Santo, Pazolini afirmou que o Republicanos mantém uma posição alinhada ao bolsonarismo e que trabalha para unificar as forças de direita no Estado. “Em relação ao Espírito Santo, nosso posicionamento é claro. O Republicanos aqui, com o presidente Erick Musso, tem o sentimento de continuar na posição em que sempre esteve. Nós temos o candidato à Presidência da República bem estabelecido, bem fincado: Flávio Bolsonaro. Temos trabalhado junto ao Republicanos Nacional exatamente por essa convergência da direita.”
Segundo o prefeito, o objetivo é construir uma gestão baseada nos princípios defendidos pelo grupo político. “Queremos trazer para dentro da gestão um governo liberal, que atenda os desejos da sociedade (…) O Espírito Santo tem muita coisa boa. Queremos uma gestão moderna, dinâmica, que atenda os princípios que acreditamos e para que de fato tenhamos o primeiro governo de direita no Espírito Santo”. disse.
Pazolini também criticou as condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, as penas impostas a parte dos envolvidos são desproporcionais. “Tem muita gente do 8 de janeiro com penas superiores às aplicadas em casos de homicídio qualificado. Isso é desproporcional”, afirmou.


